museu pesca

As experiências da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo na gestão e governança do Museu de Pesca, mantido pelo Instituto de Pesca (IP-APTA), em Santos, serão apresentadas durante o I Encontro Paulista de Museus Itinerante (EPMi), realizado pelo Sistema Estadual de Museus de São Paulo (SISEM), em 27 de novembro das 16h30 às 18h30, no SESC de São José dos Campos. O Museu de Pesca é um espaço de divulgação científica e cultural, considerado uma das principais atrações turísticas de Santos, recebendo cerca de 50 mil visitantes por ano, e possui Certificado de Excelência pelo site de viagens TripAdvisor – selo concedido a locais que possuem alta quantidade e frequência de avaliações “excelente” pelos viajantes.

            Segundo a diretora do Museu de Pesca, Thais Moron, a ideia é compartilhar com o público sua experiência à frente do espaço, levando em conta suas ações para o seu crescimento por meio do esforço humano organizado e o planejamento, formulação e programação de políticas e funções do espaço, mantido por uma instituição governamental, como é o caso do Museu de Pesca.

            “Temos atuado para a promoção de exposições com temas ligados à preservação ambiental, realizado oficinas de artes para crianças, apresentações de teatro, dança e música, além de ciclos de palestra visando maior interação entre o público visitante. A busca por novos acervos é constante, assim como a parceria com outros museus e exposições temporárias”, conta.

            Durante a etapa do EPMi Vale e Litoral serão tratamos temas relacionados a gestão e governança e infraestrutura e segurança. Os temas serão trabalhados em atividades plenárias e nas oficinas. Segundo a organização do evento, a programação foi construída em consulta junto às representações regionais envolvidas na área na Baixada Santista, Litoral Norte, Alto Tietê e Vale do Paraíba. O Museu de Pesca foi escolhido como caso a ser exposto na gestão e governança, por sua relação entre museu e instituição de pesquisa e as normativas de gestão pública.

Museu de Pesca

O Museu de Pesca tem a missão de divulgar as ações de pesquisa do Instituto de Pesca e destacar a importância da preservação do ambiente e da vida aquática, promovendo a educação ambiental. No local são desenvolvidas atividades educativas não formais, com o intuito de promover a preservação ambiental, estimular a sustentabilidade pela correta utilização dos recursos naturais, marinhos e continentais, além de promover a aquicultura sustentável.

Uma das principais atrações do Museu é a ossada da baleia Balaenoptera physalus, conhecida pelos visitantes como baleia Fin, com 23 metros de comprimento, 193 ossos e sete toneladas. O Museu conta com a Sala dos Tubarões, com espécies taxidermizadas (técnica de conservação de animais mortos); Sala Submergir, espaço interativo com exposição do projeto “Petrechos de Pesca Perdidos no Mar”; Ala Lúdica, sob a forma de cenário representando os quatro ecossistemas marinhos do litoral paulista, como o manguezal, praia arenosa, costão rochoso e fundo do mar; Sala do Barco, simulando um convés; Sala das Areias e Conchas, com conchas e areias coletadas em vários pontos do Brasil e do Mundo; além do Quarto do Capitão, espaço lúdico que simula o quarto de um barco.

O acervo conta ainda com peças biológicas taxidermizadas, uma raia Manta de 4,40 metros e uma lula gigante, única em exposição no mundo, com cinco metros de comprimento e que pesa 91 quilos, além de leão e lobo marinho.

Recentemente, o espaço concluiu o seu acervo digital, instalando em 70% do acervo placas com QR Code, que permite ao público, com o uso de celular, acesso a informações detalhadas daquilo que está exposto, além de histórias do prédio e do Museu. “Estamos finalizando QR Codes com informações sobre o Museu e seu acervo em inglês”, conta Thais.

Outra novidade do espaço é o projeto Caça ao Tesouro em que o público é estimulado pelos monitores a responder perguntas relacionadas às atrações. Quando as crianças não descobrem as respostas, são convidadas a procurar pistas nas salas e verificar as informações disponibilizadas nos QR Codes espalhados no local. “A ideia é estimular que as crianças interajam com as atrações do Museu e fixem os conhecimentos disponibilizados. Em um mundo cada vez mais conectado é inevitável que a tecnologia e educação estejam próximas. O celular, antes malvisto no ambiente escolar, vem ocupando espaços maiores em ambientes de aprendizagem. A pesquisa TIC Educação realizada pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic) mostra que, em 2016, 52% das escolas utilizavam o aparelho celular nas atividades com os alunos”, afirma Thais. A atividade conta com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola (Fundag). Os visitantes do Museu têm acesso a rede de wifi gratuita e é necessário agendamento prévio para grupos.

O Museu de Pesca oferece novos espaços e atrações para os visitantes, como as oficinas de xilogravuras, onde as crianças utilizam como base placas de isopor com gravuras do artista plástico e parceiro do Museu, Alexandre Huber. As oficinas ocorrem às quintas-feiras, das 14h às 17h.

O local também passou a contar com o espaço Cantinho da Leitura, onde são disponibilizados livros com a temática ambiental e desenhos para colorir da Trupe do Museu, com personagens lúdicos como o capitão, arraia, tartaruga e tubarões. Estas atividades não precisam de agendamento e ocorrem de quarta a domingo das 10h às 17h.

SERVIÇO

Encontro Paulista de Museus itinerante  (EPMi Vale do Paraíba e Litoral)

Data: 27 e 28 de novembro

Local: SESC São José dos Campos

Inscrições: até 22 de novembro, no link https://cem.sisemsp.org.br

Endereço: Av. Adhemar de Barros, 999 – Jardim São Dimas – São José dos Campos/SP

 

Por Assessoria de Imprensa – APTA