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2018

FUNGICIDAS NO CONTROLE DE Aphanomyces sp. E SEUS FEITOS TÓXICOS NO DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO DO Danio rerio

FUNGICIDAS NO CONTROLE DE Aphanomyces sp. E SEUS FEITOS TÓXICOS NO DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO DO Danio rerio

Autora: Karen de Souza Ferreira

Orientador: Prof. Dr. Leonardo Tachibana

Coorientadora: Profa. Dra. Cíntia Badaró-Pedroso

Data: 07.02.2018

Resumo:

Na piscicultura cerca de 10% das perdas ocorrem na incubação de ovos e larvicultura devido a doenças causadas por oomicetos. O oomiceto responsável pela morte de ovos do peixe D. rerio mantido no Instituto de Pesca foi identificado por taxonomia clássica e molecular até o gênero Aphanomyces. Ensaios com Aphanomyces em meio Yeast-Starch foram conduzidos para determinar as concentrações do sulfato de cobre (Cu), do azul de metileno (Am) e do bronopol (Br) responsáveis pela inibição de 50% (CI50;96h) e de 100% (concentração mínima inibitória-CMI) do crescimento micelial após 96h de exposição. Ensaios com ovos de D. rerio foram realizados para determinar as concentrações letais a 50% dos organismos (CL50;96h) e as maiores concentrações que não causam efeitos significativos na porcentagem de eclosão das larvas após 96h. Os valores das CI50; 96h foram 4,50 mg L-1 Cu; 4,59 mg.L-1 Br; 137,74 mg.L-1 Am e as CMI 100 foram iguais a 10,2 mg.L-1 Cu, 20 mg.L-1 Br e 1275 mg.L-1 Am. Os valores das CL50;96h foram 0,38 mg.L-1 Cu; 27,31 mg.L-1 Br e 40,54 mg.L-1 Am. As maiores concentrações que não causaram efeito deletério significativo sobre a porcentagem de eclosão com valores de sobrevivência maiores que 90% foram iguais a 0,190 mg.L-1 Cu, 1,0 mg.L-1 Br e ≥ 10 mg.L-1 Am, indicando a possibilidade do uso dos valores de 0,190 mg.L-1 de cobre e de 1,0 mg.L-1 de bronopol para o tratamento de ovos de D. rerio em sistema estático por 96h após mais estudos que demonstrem a ausência de efeitos nocivos no desenvolvimento e reprodução.

Palavras-chave: Oomiceto; efeito tóxico letal e subletal; sanidade; tratamento químico; peixe-zebra.

 
DIVERSIDADE BACTERIANA DO INTESTINO DE TILÁPIA-DO-NILO (Oreochromis niloticus), PROVENIENTE DE DIFERENTES REGIÕES DO BRASIL

DIVERSIDADE BACTERIANA DO INTESTINO DE TILÁPIA-DO-NILO (Oreochromis niloticus), PROVENIENTE DE DIFERENTES REGIÕES DO BRASIL

Autora: Isabela Calegari Moia

Orientador: Prof. Dr. Leonardo Tachibana

Coorientadora: Profa. Dra. Danielle de Carla Dias

Data: 05.04.2018

Resumo:

A microbiota intestinal dos peixes apresenta grande influência na qualidade de vida destes animais. Uma composição microbiana bem estabelecida melhora as respostas imunológicas contra microrganismos patogênicos, além de conferir melhor digestão dos nutrientes. O objetivo do trabalho foi comparar a diversidade ecológica bacteriana obtida de intestinos de tilápia-do-nilo (Oreochromis niloticus), provenientes de distintas regiões do Brasil (sul, sudeste e nordeste) e relacionar com o ambiente e sistema de criação dos peixes. Para tanto, o intestino médio foi coletado em pisciculturas comerciais, nos municípios de Toledo - PR, Santa Fé do Sul – SP e Paulo Afonso – BA, totalizando 90 amostras intestinais. O DNA bacteriano, presente no intestino, foi extraído, purificado e amplificado por PCR. Os amplicons obtidos foram separados por Eletroforese em Gel de Gradiente Desnaturante (DGGE), resultando em um gel para as amostras de cada cidade. Os géis foram escaneados e analisados em software específico. A análise de agrupamento foi representada com a construção de um dendograma para se observar as distâncias entre as diferentes amostras. Parâmetros ecológicos foram calculados e comparou-se o índice de diversidade de Shannon, riqueza, habitabilidade e equitabilidade entre as amostras dos três géis. Observou-se no dendograma que a maioria das amostras coletadas em Toledo apresentaram apenas 7,7% de similaridade com a estrutura da comunidade microbiana intestinal dos peixes provenientes de Paulo Afonso e Santa Fé do Sul. As amostras provenientes de Paulo Afonso obtiveram maior índice de diversidade, sendo estatisticamente diferente daquelas de Toledo. O índice de habitabilidade das amostras de Toledo foi estatisticamente diferente das amostras de Paulo Afonso e Santa Fé do Sul. A riqueza não foi diferente estatisticamente (P>0,05) entre as amostras obtidas das três cidades e para Paulo Afonso, Santa Fé do Sul e Toledo, foram encontrados, respectivamente, um total de 18, 22, 24 Unidades Taxonômicas Operacionais (UTOs). Por último, a equitabilidade foi significativamente maior nas amostras obtidas em Paulo Afonso. Portanto, a microbiota intestinal se altera, dependendo do local e sistema (tanque-rede e viveiro escavado) em que as tilápias são cultivadas.

Palavras chave: Microbiota, DGGE, peixe, ecologia microbiana, bactéria.

 
VIABILIDADE ECONÔMICA DA PRODUÇÃO DO CASCUDO-ZEBRA Hypancistrus zebra ISBRÜKER E NIJISSEN, 1991EM SISTEMA DE RECIRCULAÇÃO

VIABILIDADE ECONÔMICA DA PRODUÇÃO DO CASCUDO-ZEBRA Hypancistrus zebra (ISBRÜKER E NIJISSEN, 1991) EM SISTEMA DE RECIRCULAÇÃO

Autor: Danilo Araújo Soares Pereira

Orientador: Prof. Dr. Marcelo Barbosa Henriques

Data: 15.05.2018

Resumo:

O Cascudo-zebra-imperial (Hypancistrus zebra) desperta grande interesse comercial no mercado mundial de peixes ornamentais, chamando atenção por se tratar de espécie criticamente ameaçada de extinção, endêmica do rio Xingu (Amazônia Brasileira). Considerando que criações em sistemas de recirculação são potenciais ferramentas para conservação de espécies aquáticas através da reprodução em cativeiro, e, uma alternativa de renda, o presente trabalho teve como objetivo verificar a viabilidade econômica da produção de H. zebra em sistemas de recirculação, em diferentes cenários: criação residencial (C1), loja varejista (C2) e criatório em larga escala atacadista (C3). Os principais indicadores de rentabilidade empregados foram: valor presente líquido (VPL), taxa interna de retorno (TIR) e payback period (PP), considerando-se despesas advindas dos investimentos iniciais e dos custos de produção. Os valores de comercialização unitária foram fixados em R$900,00 (C1/C2) e R$540,00 (C3). Os maiores investimentos foram com aquisição de matrizes (C1/C2) e imóvel (C3), enquanto os maiores custeios foram com mão-de-obra (C2/C3) e impostos (C1). Somente o C1 apresentou viabilidade econômica (VPL 8,50% = R$97.515,86; TIR = 74,71%; PP = 1,80 anos). Conclui-se que a produção é altamente rentável em pequena escala e questionavelmente viável em escalas maiores ao se reduzir despesas e praticar valores de comercialização maiores.

Palavras-chave: aquariofilia; aquicultura; Loricariidae; peixe ornamental; retorno do investimento.

 
Beatriz Paiva Santos Ferreira

RELAÇÕES TRÓFICAS DA ICTIOFAUNA DE RIACHOS DA BACIA DO RIO ITANHAÉM (SP)

Autora: Beatriz Paiva Santos Ferreira

Orientadora: Profa. Dra. Katharina Eichbaum Esteves

Coorientador: Prof. Dr. Fabio Cop Ferreira

Data: 29.11.2018

Resumo:

As interações tróficas são componentes essenciais para o entendimento da dinâmica das populações, e consequentemente dos padrões emergentes de coexistência e diversidade nos ecossistemas. Uma variedade de métricas tem sido empregada para descrever e analisar a estrutura de teias tróficas. O objetivo do trabalho é identificar se a estrutura das teias tróficas varia em função de um gradiente longitudinal. Foram realizadas coletas em 42 riachos de ordem 1° a 3° na bacia do Rio Itanhaém, localizado na Mata Atlântica no Estado de São Paulo, Brasil, durante as estações secas de 2013 e 2014, utilizando pesca elétrica. Os peixes foram fixados em formalina, e em laboratório, medidos, pesados, identificados e feita a análise do conteúdo estomacal dos mesmos. Foram feitas análises estatísticas de redundância parcial (pRDA), Particionamento de variância, RLQ (R ponto/variáveis ambientais, L pontos/abundância das espécies e Q espécies/traits) além do cálculo de métricas tróficas para cada ponto (conectância, assimetria de rede, links por espécie, coeficiente de agrupamento, aninhamento e sobreposição de nicho). A altitude dos riachos variou de 7 m a 241 m. Foram identificadas 21 espécies de peixes (total de 1652 indivíduos), sendo 19 com conteúdo estomacal/intestinal, e 68 itens alimentares foram identificados. A estrutura dos hábitats foi responsável por 0,211% da variação total na estrutura das teias tróficas como função da velocidade de corrente (p = 0.05). A posição espacial explicou 0,143% da variação total em função da elevação (p = 0,01) na estrutura das teias tróficas. Foi identificado que a elevação é a variável que mais influência nas relações tróficas da bacia.

Palavras-chave: métricas tróficas; ecologia de comunidades; variáveis ambientais; variáveis espaciais; gradiente longitudinal.

 
Cintia Fernanda Garcia 1

CRESCIMENTO COMPENSATÓRIO EM VIEIRAS Nodipecten nodosus CULTIVADAS EM CARAGUATATUBA, ESTADO DE SÃO PAULO

Autora: Cintia Fernanda Garcia

Orientador: Prof. Dr. Helcio Luis de Almeida Marques

Coorientadora: Profa. Dra. Márcia Santos Nunes Galvão

Data: 13.06.2018

Resumo:

As vieiras são moluscos bivalves pectnídeos de grande valor comercial. No Brasil, a espécie Nodipecten nodosus se destaca como a maior vieira conhecida, sendo o estado de Santa Catarina o maior produtor nacional. A produção de juvenis em laboratório já está bem estabelecida, entretanto há necessidade de estudar as densidades de estocagem e manejo do cultivo, no sentido de maximizar o crescimento e ao mesmo tempo reduzir custos de produção. Para tal, uma estratégia interessante seria a verificação da existência do crescimento compensatório na espécie, a exemplo do que ocorre em outros organismos aquáticos, com vistas a viabilizar a estocagem em altas densidades na fase de cultivo intermediário e utilização de altas densidades também durante parte da etapa de crescimento final. Com o presente trabalho pretendeu-se determinar a existência de crescimento compensatório em vieiras estocadas na fase de cultivo intermediário (4 meses) em altas densidades (800, 1600 e 3200 m-2) e posteriormente transferidas para baixas densidades (50 m2) durante a etapa de crescimento final. Os dados de crescimento em altura, peso total, peso do músculo adutor e índice de condição foram comparados através de ANOVA. Dados de temperatura, salinidade, transparência, clorofilaa e sólidos totais em suspensão foram monitorados na água.

Palavras-chave: pectinídeos, pectinicultura, cultivo de vieiras, densidade de cultivo.

 
Diego Sales dos Santos 1

ALTERAÇÕES HISTOPATOLÓGICAS EM BRÂNQUIAS DE PEIXES E ANFÍBIOS CAUSADAS PELO USO DO FORMALDEIDO

Autor: Diego Sales dos Santos

Orientadora: Profª. Dra. Cláudia Maris Ferreira Mostério

Coorientadora: Profª Dra. Fernanda Menezes França

Data: 30.08.2018

Resumo:

Na aquicultura deve haver equilíbrio entre a saúde do hospedeiro, a proliferação de agentes patogênicos e as condições do ambiente aquático. A má qualidade de água, a redução de oxigênio dissolvido, alterações bruscas de temperatura, alta densidade de organismos aquáticos, manejo inadequado ou nutrição desequilibrada são fatores capazes de produzir estresse aos animais, predispondo-os a diferentes infecções bacterianas, fúngicas e parasitárias. O formaldeído é um agente genotóxico, carcinogênico e agressivo principalmente aos tecidos epiteliais. Porém, na aquicultura, seu uso é comum no tratamento de fungos e parasitas, e a utilização de doses inadequadas pode prejudicar a saúde e a vida dos organismos aquáticos. Neste cenário, os testes de toxicidade aquática têm sido cada vez mais utilizados para determinar os efeitos deletérios causados por produtos químicos como o formaldeído. O peixe-zebra (Danio rerio) e os girinos de rã-touro (Lithobates catesbeianus), são dois modelos experimentais utilizados em ecotoxicologia por possuírem grande sensibilidade e ao mesmo tempo resistência a vários xenobióticos, e são capazes de absorver de forma rápida os compostos químicos que são diretamente adicionados na água e acumulá-los em diferentes tecidos. No presente estudo, identificamos os principais efeitos causados pelo formaldeído às brânquias desses dois modelos experimentais utilizados em ecotoxicologia: D. rerio adultos e girinos de L. catesbeianus, verificando a susceptibilidade de ambas as espécies a este químico. Foram conduzidos ensaios agudos e crônicos e durante a experimentação crônica as brânquias foram retiradas e analisadas histologicamente. A Concentração Letal Mediana 96h do formaldeído para adultos de D. rerio foi de 45,73 mg/L e para girinos L. catesbeianus foi de 9,17 mg/L. Constatamos que o formaldeído causou lesões às brânquias tanto de D. rerio adultos, quanto as de girinos de L. catesbeianus, sendo evidenciado perda e deslocamento de epitélio, congestão vascular, necrose; fusão lamelar; hipertrofia e hiperplasia de células epiteliais, aneurisma lamelar, além da proliferação de células secretoras de muco e de células de cloreto. Apesar das diferenças estruturais, as alterações histológicas causadas pela exposição crônica foram semelhantes em ambos os organismos e recomendamos a revisão de sua utilização no tratamento e profilaxia de organismos aquáticos.

Palavras-chave: alterações histopatológicas, brânquias de peixes e anfíbios, formaldeido.

 
Felipe von Atzingen Pereira de Arajo 1

AVALIAÇÃO DE DIFERENTES DIETAS E MEDIDAS PROFILÁTICAS SOBRE O DESENVOLVIMENTO LARVAL DO SIRI CANDEIA Achelous spinimanus (LATREILLE, 1819) EM LABORATÓRIO

Autor: Felipe von Atzingen Pereira de Araújo

Orientadora: Profa Dra. Katharina Eichbaun Esteves

Coorientadora: Profa Dra. Cíntia Badaró-Pedroso

Data: 29.10.2018

Resumo:

Informações sobre o desenvolvimento larval do siri Achelous spinimanus são escassas e não há registro do seu desenvolvimento até a fase de juvenil em laboratório. O presente estudo visou estabelecer as condições ideais de alimentação e profilaxia para o desenvolvimento da espécie em laboratório. Fêmeas ovígeras foram coletadas em Ilhabela, São Paulo e transportadas para o Instituto de Pesca da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, Brasil. Larvas de zoea I foram mantidas em condições controladas de salinidade de 35, temperatura de 29º C, fotoperíodo de 12 h de luz com diferentes dietas e tratamentos com antibióticos. Para cada tratamento foram preparadas dez réplicas. Os controles consistiram de água do mar irradiada com lâmpada ultravioleta mantidos com (C1) e sem alimentação (C2) constituída de náuplios de artêmia. Os tratamentos com antibióticos das larvas alimentadas somente com artêmia consistiram de estreptomicina (T1 = 1,0 mg.L-1) e vancomicina (T2 = 1,0 mg.L-1). Os experimentos de alimentação receberam dietas combinadas que consistiram da microalga Nannochloropsis oculata e de náuplios de artêmia recém eclodidos (A1), do rotífero Brachionus plicatilis e náuplios de artêmia recém eclodidos (A2), e a combinação dos três (A3). No controle C2 sem alimentação houve 100% de mortalidade das larvas na fase de zoea I após 4 dias. No controle C1 com artêmia, foi observado desenvolvimento até a fase de megalopa com 30% de sobrevivência no 26º dia. Nas dietas A1 (microalga+artêmia) e A3 (microalga+rotífero+artêmia) foi observado desenvolvimento até a fase de megalopa com 20 e 50 % de sobrevivência no 25º e 21º dias, respectivamente. Na dieta A2 (rotífero+artêmia) foi observado desenvolvimento até a fase de zoea IV com 50% de sobrevivência no 15º dia. No tratamento com estreptomicina (T1) foi observado desenvolvimento até a fase de juvenil VI com 20% de sobrevivência no 58º dia. Neste tratamento (T1) foram observadas seis fases de zoea, uma de megalopa e seis estágios de juvenil. No tratamento com vancomicina (T2) foi observado desenvolvimento até a fase de zoea IV com 40% de sobrevivência no 13º dia. O tratamento T1 apresentou o melhor desenvolvimento dos organismos. A alimentação apenas com náuplios de artêmia mostrou-se adequada para o desenvolvimento até o estágio de juvenil e o tratamento das larvas com uso contínuo do antibiótico estreptomicina foi o único que apresentou o desenvolvimento até a fase de juvenil VI, evitando possível contaminação bacteriana.

Palavras-chave: antibióticos; nannochloropsis oculata; brachionusplicatilis; brachyura; estágios larvais; portunídeo.

 
Fernanda Lie Ikari 1

AVALIAÇÃO DO POTENCIAL TÓXICO DA ATRAZINA SOBRE GIRINOS DE RÃ-TOURO (Lithobates catesbeianus)

Autora: Fernanda Lie Ikari

Orientadora: Profª. Dra. Cláudia Maris Ferreira Mostério

Coorientadora: Profª Dra.Cintia Badaró-Pedroso

Data: 28.08.2018

Resumo:

A detecção de agrotóxicos em corpos d’água tem se tornado cada dia mais frequente, devido ao aumento da produção e exportação agrícolas, uso indiscriminado e descarte inadequado de derivados desses contaminantes. Essa contaminação se da através da chuva, irrigação, lixiviação e ventos podendo atingir o aquífero freático. A biota aquática é uma das mais prejudicadas, pois está constantemente exposta a substâncias tóxicas oriundas de efluentes domésticos, industriais, drenagem agrícola e lavagem de embalagens. A atrazina é um herbicida pertencente ao grupo das triazinas, que representam 30% da produção mundial de herbicidas e é utilizada no controle de ervas daninhas em plantações de milho, cana de açúcar e sorgo. Os anuros são considerados ótimos bioindicadores ambientais, pois estão constantemente expostos a água e ao ambiente terrestre. O objetivo desse trabalho foi analisar os efeitos bioquímicos do herbicida atrazina sobre o fígado de girinos de rã-touro (Lithobates catesbeianus). As concentrações de atrazina foram calculadas tomando-se como base a concentração máxima permitida em águas brasileiras para o consumo humano (2μg L-1). Foram testadas as concentrações de 40 μg L-1, 200 μg L-1, 2.000 μg L-1 e 20.000 μg L-1 além de um controle negativo (sem adição do produto), aos quais os organismos ficaram expostos por 168h. Os biomarcadores de rim, lipídeos, fígado, ossos, cálcio e sangue demonstraram que a atrazina causou desnutrição, anemia, perda de massa muscular e danos hepáticos no fígado, indicando que os girinos tiveram um aumento no gasto de energia para tentar manter a homeostase.

Palavras-chave: antibióticos; nannochloropsis oculata; brachionusplicatilis; brachyura; estágios larvais; portunídeo.

 

 
Jéssica dos Santos Muniz Knoeller 1

ALIMENTAÇÃO DE JUVENIS DE TRÊS ESPÉCIES ÍCTICAS NA ZONA DE ARREBENTAÇÃO DE PRAIA GRANDE, SP

Autora: Jéssica dos Santos Muniz Knoeller

Orientador: Prof. Dr. Acácio Ribeiro Gomes Tomás

Coorientador: Prof. Dr. Teodoro Vaske Junior

Data: 20.04.2018

Resumo:

O objetivo deste trabalho foi estudar os hábitos alimentares de três espécies de peixes com hábitos de fundo que ocorrem na zona de arrebentação de uma praia urbana em Praia Grande (SP), em função de seus tamanhos, ocorrências
diurnas e noturnas e sobreposição de suas dietas. Foram coletados 617 indivíduos no total, sendo 362 Menticirrhus littoralis; 194 Genidens barbus e 61 Polydacytilus virginicus, no período de 2013 a 2015. Os resultados dos conteúdos estomacais estudados foram representados através dos valores de IRI (Índice de Relativa Importância) mostrando os itens com maior importância para cada espécie. Para M. littoralis o bivalve Donax gemmula foi o item alimentar mais importante, para G. barbus escamas de Teleostei e para P.virginicus os crustáceos (Euphausiacea). A similaridade entre a alimentação das três espécies mostrou-se diferenciada com 44% de similaridade entre a alimentação de G. barbus e M. littoralis, 5% entre G. barbus e P.virginicus, 84% entre M. littoralis e P. virginicus. Portanto, as únicas espécies que apresentaram alguma similaridade entre os itens consumidos foram P.virginicus e M. littoralis. Para M. littoralis foram encontrados em todas as estações do ano: escamas ctenóides (Teleostei), Donax gemmula, Teleostei fragmentado (espécie não identificada), Euphausiacea, Megalopa de Brachyura, copépode, poliqueta, Mellita quinquiesperforata e larva de Diptera. O bagre G.barbus foi capturado apenas durante o inverno e outono, tendo como principais itens escamas ctenóides, escamas ciclóides, insetos, fragmento de vegetais, cristalino de Teleostei, Mellita quinquiesperforata, larva de Diptera. Para P. virginicus foram encontrados conteúdos em todas as estações, exceto no inverno, pois não foram capturados exemplares da espécie no inverno. Os itens encontrados foram escamas ctenóides, Donax gemmula, Decapoda, Euphausiacea, Megalopa de Brachyura, copépode, substrato e escamas cicloides.

Palavras-chave: conteúdo estomacal, litoral, dieta, arrasto de praia, praia arenosa.

 
Kátia Cristina Aparecido

PEIXES AO MAR: COMPOSIÇÃO TAXONÔMICA DOS DESCARTES DE DIFERENTES FROTAS PESQUEIRAS NO ATLÂNTICO SUDOESTE

Autora: Kátia Cristina Aparecido

Orientador: Prof. Dr. Acácio Ribeiro Gomes Tomás

Data: 04.05.2018

Resumo:

Os desembarques pesqueiros podem ser divididos em categoria isolada (espécie alvo e acessórias), mistura (em geral são animais pertencentes a fauna acompanhante) e descartes (animais sem interesse pelo pescador). Esses descartes representam um grande desperdício de alimento, uma preocupação sobre a conservação e manutenção dos estoques, além de um desgaste do esforço. Diversos países têm discutido e tomado tratativas para minimizar os impactos do descarte. Contudo, no Brasil essa discussão é nula, não se sabe quando, o quê e o porquê dos descartes. Visando levantar essas questões, apresentamos a composição dos descartes das principais frotas do Estado de São Paulo – Brasil e identificamos padrões de semelhanças.

Palavras-chave: fauna acompanhante, composição íctia, padrões de similaridade, multivariadas.

 
Maria Claudia Frana Nogueira

VIABILIDADE ECONÔMICA DO CULTIVO EMPRESARIAL E FAMILIAR DA MACROALGA Kappaphycus alvarezii NA COSTA SUDESTE DO BRASIL

Autora: Maria Claudia França Nogueira

Orientador: Prof. Dr. Marcelo Barbosa Henriques

Data: 30.08.2018

Resumo:

A viabilidade econômica do cultivo da macroalga Kappaphycus alvarezii no sudeste do Brasil foi avaliada no sistema empresarial com 13 balsas de cloreto de polivinil (PVC) contendo 11,44 km de redes tubulares e com 4 balsas e 3,52 km de redes no sistema familiar. Custos de implantação e operacionais, e índices de rentabilidade foram estimados para três cenários de produção: (A) 4,0 t balsa-1 (pessimista), (B) 4,5 t (esperável) e (C) 5,0 t balsa-1 (otimista). Uma análise de sensibilidade simulou a perda de uma safra dentre os cinco ciclos de cultivo e a variação no número de balsas e nos preços de venda para os dois sistemas. Ao preço de venda R$ 450,00 t-1, o cultivo empresarial com quatro safras anuais é inviável em todos os cenários de produção propostos para 13 balsas, só apresentando viabilidade a partir de 25 balsas com valor de venda R$ 900,00 ou de 35 balsas a R$670,00 t-1. No sistema familiar, para o valor de venda R$ 450,00 t-1, não há viabilidade para 4 balsas, mas esta é alcançada nos três cenários com 11 balsas, apresentando Taxas Internas de Retorno (TIR) de 38%, de 70,73% e de 87,71%, períodos de recuperação do capital (PRC) de 31, 17 e 14 meses e ponto de nivelamento (PN) 104,62 t. Conclui-se que a monocultura de Kappaphycus alvarezii para venda exclusiva para indústria não é viável no sistema nas condições propostas, atingindo a viabilidade apenas com o aumento do número de balsas e revisão da forma de remuneração do trabalho no sistema familiar.

Palavras-chave: algocultura, análise econômica, sistema empresarial e familiar, eucheuma, areschougiaceae, carragenana.

 
Kelison Vencio Brito Alves

EFEITO DOS NANOTUBOS DE CARBONO DE PAREDES MÚLTIPLAS E CARBOFURANO NO METABOLISMO DE ROTINA DO CAMARÃO (PALAEMON PANDALIFORMIS, STIMPSON, 1871).

Autor: Kelison Venício Brito Alves

Orientador: Prof. Dr. Edison Barbieri

Data: 25.05.2018

Resumo:

Nas últimas décadas constatou-se que a degradação dos ecossistemas aquáticos está ligada diretamente com a emissão de rejeitos domésticos, industriais e agrícolas. Entre eles encontramos, por exemplo, agrotóxicos como o carbofurano, da família carbamato, e nanomateriais manufaturados, como os nanotubos de carbono de paredes múltiplas. Com o aumento da produção destes materiais torna-se inevitável o efeito à saúde humana e ao meio ambiente. Desta forma este estudo teve por objetivo avaliar os efeitos subletais dos nanotubos de carbono de paredes múltiplas, do carbofurano e de nanotubos de carbono de paredes múltiplas e carbofurano utilizando-se como marcador biológico o consumo de oxigênio, a excreção de amônia em Palaemon pandaliformi.

Palavras-chave: nanoecotoxicologia, nanomateriais, agrotoxico, consumo de oxigênio, excreção de amônia.

 
Nayara Yoshimini de Oliveira

UTILIZAÇÃO DE ABRIGOS NA CRIAÇÃO DA GAROUPA-VERDADEIRA EM SISTEMAS DE RECIRCULAÇÃO

Autora: Nayara Yoshimini de Oliveira

Orientador: Prof. Dr. Eduardo Gomes Sanches

Data: 13.07.2018

Resumo:

O enriquecimento ambiental pode ser uma importante ferramenta para melhorar o desempenho produtivo da garoupa-verdadeira Epinephelus marginatus. Este estudo avaliou a preferência por abrigos e o efeito da disponibilidade de abrigos sobre o desempenho produtivo de formas jovens da garoupa-verdadeira em sistemas de recirculação. Foram realizados dois experimentos, o primeiro para a determinação da preferência por distintos tipos de abrigos (rochas, tijolos e tubos de PVC de diferentes cores) e o segundo sobre a utilização de abrigos, sendo três tratamentos (T1 = sem abrigos; T2 = 01 abrigo por peixee T3 = 02 abrigos por peixe). A garoupa-verdadeira apresentou preferência por abrigos de tubos de PVC de cor marrom. A utilização de abrigos favoreceu melhores desempenhos produtivos da espécie em sistemas de recirculação de água salgada.


Palavras-chave: Epinephelus marginatus, enriquecimento ambiental, desempenho zootécnico.

 
Otávio Mesquita de Sousa

UTILIZAÇÃO DE ALIMENTADORES AUTOMÁTICOS COMO ESTRATÉGIA DE MANEJO ALIMENTAR PARA A GAROUPA-VERDADEIRA

Autor: Otávio Mesquita de Sousa

Orientador: Prof. Dr. Eduardo Gomes Sanches

Data: 13.07.2018

Resumo:

Foram avaliadas, em dois experimentos, diferentes frequências alimentares (1; 3; 6; 12 e 18 vezes ao dia), utilizando alimentadores automáticos, sobre o desempenho da garoupa-verdadeira em sistema de recirculação de água salgada. O objetivo foi determinar a frequência alimentar mais eficiente para a garoupa-verdadeira. As variáveis de qualidade de água (temperatura, salinidade, oxigênio dissolvido, amônia total, pH e potencial de óxido redução) foram mantidas dentro da faixa recomendada para a espécie. A utilização da frequência alimentar de doze vezes ao dia proporcionou resultados superiores de desempenho quando comparada às diferentes frequências avaliadas.

Palavras chave: Epinephelus marginatus, frequência alimentar, sistema de recirculação, maricultura.

 

 
Dissertacao ThiagoDN finalizado

AVALIANDO A PESCA AMADORA COSTEIRA NO SUDESTE DO BRASIL

Autor: Thiago Dal Negro

Orientador: Prof. Dr. Acácio Ribeiro Gomes Tomás

Data: 07/2018

Resumo:

A pesca amadora é uma atividade muito antiga com registros desde a antiguidade. Na atualidade, além de proporcionar lazer, gera renda para os guias de pesca. No Brasil essa pesca amadora vem ganhando muitos praticantes, mas, no entanto, os estudos científicos sobre a atividade não acompanham com a mesma proporção, criando lacunas de conhecimento. O presente estudo tem como objetivo conhecer a pesca amadora embarcada e desembarcada no litoral central do Estado de São Paulo e com isso trazer possibilidades de gestão. Foram acompanhadas atividades de praticantes entre Bertioga a Peruíbe, observando a composição especifica, estrutura em tamanho total e em peso. Os dados foram oriundos de duas fontes, a primeira a partir de observações diretas onde os peixes foram identificados, medidos e pesados na pesca desembarcada, e a segunda de forma indireta na pesca embarcada a partir da autodeclaração de mestres de embarcações (que anotavam as capturas em planilha e as devolviam ao término de cada viagem) e segundo fotodocumentação a partir da qual foi possível estimar os comprimentos a partir de algum objeto de tamanho conhecido. Os dados foram analisados em separado após relativizados pela transformação em abundância relativa (raiz quadrada (x + 1)) para diminuir as variâncias. A riqueza de espécies capturadas pela pesca desembarcada mostrou-se maior do que a da pesca embarcada embora possivelmente o mestre de barco só venha a anote o que for aproveitado pelo pescador. Na pesca desembarcada os tipos de ambientes apresentaram grande importância em relação a estratégia de pesca utilizada pelo pescador, com as análises registrando diferenças significativas para os tipos de ambientes e de isca. Com necessidade da presente dissertação para preencher lacunas de informação, o presente estudo dividido em dois capítulos teve como objetivo conhecer a pesca amadora embarcada e desembarcada no Litoral Central do Estado de São Paulo e com isso trazer possibilidades de gestão para a atividade.

Palavras chaves: Capturas não Reportadas, Atlântico Sul, Pesque-e-solte, Lazer.

 
A PESCA DE ROBALOS NA ÁREA ESTUARINA DA BAIXADA SANTISTA

A PESCA DE ROBALOS NA ÁREA ESTUARINA DA BAIXADA SANTISTA

Autora: Lygia de Morais Cardoso da Silva

Orientador: Prof. Dr. Acácio Ribeiro Gomes Tomás

Data: 09/2018

Resumo:

Atividades de pesca profissional e amadora são praticadas em sistemas estuarinos de todo o litoral brasileiro. A pesca profissional é uma atividade produtiva relevante no Sistema Estuarino de Santos-São Vicente-Bertioga, bem como a pesca amadora, ambas com grande importância socioeconômica e com necessidade de ordenamento. Os esforços somados da pesca artesanal e da pesca esportiva que exercem pressão sobre os estoques de robalo demandam que tais sistemas pesqueiros sejam bem conhecidos para adequada gestão do recurso e do território. O presente estudo visa contribuir para a caracterização da atividade pesqueira artesanal e amadora voltadas à pesca do robalo no estuário de Santos-São Vicente-Bertioga, visando ampliar a compreensão sobre os processos ambientais e produtivos, bem como fornecer subsídios para a gestão pesqueira da área. Entrevistas semiestruturadas foram aplicadas a 108 praticantes da pesca de robalo, entre guias de pesca, pescadores amadores e pescadores profissionais e posteriormente analisadas, utilizando-se o software WEBQDA, para análise das prevalências no discurso dos informantes e R statistic, no qual foi realizada análise de correspondência múltipla. De modo geral os atores entrevistados eram predominantemente do sexo masculino, com faixa etária predominante entre 31 e 50 anos e pescavam frequentemente na região. O tempo de prática da atividade pesqueira e a frequência de pesca explicam o conhecimento ecológico dos praticantes da pesca de robalos. Os atores da pesca de robalos conheciam as diferenças morfológicas, as características etnoecológicas e as características reprodutivas do robalo, possuíam estratégias especificas para captura de robalos, percebiam alterações ambientais, as modificações dos estoques pesqueiros e apontavam conflitos com a atividade pesqueira e industrial. A presente dissertação é composta por um capítulo introdutório, seguido por dois capítulos que abordam o conhecimento ecológico local dos pescadores de robalo nas áreas estuarinas da Baixada Santista e a pesca do robalo nas áreas estuarinas da Baixada Santista e seus atores quanto à socioeconomia, estratégias pesqueiras, percepção ambiental e conflitos.

Palavras chave: Pesca Amadora, Ordenamento, Etnoecologia, Pesca Profissional, Centropomus.

 
MANUTENÇÃO DE Narcine brasiliensis (CHONDRICHTHYES, ELASMOBRANCHII) NO AQUÁRIO DE SANTOS, SÃO PAULO, BRASIL.

MANUTENÇÃO DE Narcine brasiliensis (CHONDRICHTHYES, ELASMOBRANCHII) NO AQUÁRIO DE SANTOS, SÃO PAULO, BRASIL

Autor: Alex Sandro Luiz dos Santos-Ribeiro

Orientador: Prof. Dr. Alberto Ferreira de Amorim

Data: dezembro/2018

Resumo:

Aquários e Zoológicos tem um papel fundamental na manutenção e conservação de espécies em perigo de extinção ou pouco conhecidas, auxiliando tanto na reprodução de espécies ameaçadas como no estudo de aspectos da sua biologia, de difícil observação na natureza. A raia elétrica Narcine brasiliensis é um elasmobrânquio bentônico com a capacidade de proferir descargas elétricas para capturar suas presas, defesa e comunicação. O Aquário de Santos (AQS) mantém elasmobrânquios em sua coleção didática, como forma de desenvolver a educação ambiental e informar os visitantes sobre a sua importância no meio ambiente. Um exemplar prenhe de N. brasiliensis, pescado na Ponta da Praia, Santos (SP) foi doada ao Aquário de Santos, onde ocorreu o nascimento de 09 embriões dos quais três nativivos. Com o objetivo de observar o desenvolvimento e o bem estar dos três exemplares em cativeiro o Comprimento Total (CT), o Peso Total (PT) foram semanalmente monitorados durante o período de vinte quatro meses. Os exemplares, denominados de R1, R2 e R3, foram mantidos em recinto de 200 litros, com sistema fechado de filtragem mecânica e biológica e foto período diurno de 12hdia e 12h/noite, os parâmetros da água (temperatura, pH, NO2, NH3 e salinidade) foram periodicamente controlados. As fases de crescimento iniciais e a avaliação do bem estar foram obtidos por meio da relação peso-crescimento e do fator de condição (Fulton e Relativo). Através da análise do fator de condição observou-se que a R1 e R2 tiveram crescimento assimétrico positivo nos 04 primeiros meses e mantiveram o crescimento simétrico até o final do experimento enquanto que R3 apresentou menor desenvolvimento desde os primeiros meses, provavelmente, pela má formação na mandíbula. Resultados demonstram que os exemplares R1 e R2, tiveram crescimento parecido e dobraram de tamanho no primeiro ano de vida. Quando comparados os dados de crescimento com exemplares capturados pela pesca e fixados no formo não houve diferença significativa entre a regressão peso-comprimento, mostrando que o crescimento entre os neonatos e as de vida livre foi semelhante. Podemos concluir que as boas condições do sistema cativo do AQS contribuíram para o bem estar dos exemplares.

Palavras-chave: Raia-elétrica, raia treme-treme, manejo, crescimento, cativeiro.

 
ANÁLISE DO DESEMPENHO PRODUTIVO E DO HEMOGRAMA DA RAIA-VIOLA-DE-FOCINHO-CURTO, Zapteryx brevirostris, SUBMETIDA A DIFERENTES SEDIMENTOS EM SISTEMA DE RECIRCULAÇÃO DE ÁGUA (RAS)

ANÁLISE DO DESEMPENHO PRODUTIVO E DO HEMOGRAMA DA RAIA-VIOLA-DE-FOCINHO-CURTO, Zapteryx brevirostris, SUBMETIDA A DIFERENTES SEDIMENTOS EM SISTEMA DE RECIRCULAÇÃO DE ÁGUA (RAS)

 

Autora: Tais Pereira de Sousa Lima

Orientador: Prof. Dr. Alberto Ferreira de Amorim

Coorientadora: Prof. Dr. Venâncio Guedes de Azevedo

Data: 06.2018

Resumo:

Devido à captura incidental da raia-viola-de-focinho-curto, Zapteryx brevirostris, como, por exemplo, pela pesca de arrasto do camarão-sete-barbas a espécie está, atualmente, na categoria vulnerável à extinção. Um dos meios de preservar algumas espécies aquáticas é a manutenção em sistema cativo como tanques e aquários, pois possibilita conhecer o comportamento do animal e a análise hematológica. Dessa forma, este trabalho analisou o desempenho produtivo e o hemograma da Zapteryx brevirostris submetida a diferentes sedimentos em sistema cativo de recirculação de água. Para isso, foram distribuídos 36 espécimes em 12 tanques, sendo três raias por tanque. Foram realizados quatro tratamentos e com três repetições. Os tratamentos foram os seguintes: Tratamento 1 (cascalho), tratamento 2 (areia grossa), tratamento 3 (areia média) e tratamento 4 (controle) sem sedimento. No final do experimento foram tomados os dados do crescimento e do peso para os cálculos do desempenho produtivo e foi realizada a coleta do sangue para a análise da série vermelha. Os resultados demonstraram que a espécie não apresentou diferença significativa para o desempenho produtivo e para o hemograma em todos os tratamentos. No entanto, o tratamento 3 (areia média) foi o único a apresentar ganho de peso, porém o fator de condição de Fulton (K) identificou que as raias de todos os tratamentos estavam abaixo do peso e a análise hematológica demonstrou anemia microcítica hipocrômica. Assim, nenhum dos tratamentos contribuiu para o desempenho produtivo das raias.

Palavras-chave: Raia; sedimento; hemograma; fator de condição de Fulton (K).

 
Utilização da rã-touro americana (Lithobates catesbeianus) como modelo experimental para infecção por ranavírus

Utilização da rã-touro americana (Lithobates catesbeianus) como modelo experimental para infecção por ranavírus

Autor: Sthefany Rosa Alfaia
Orientadora: Profª. Dra. Cláudia Maris Ferreira Mostério
Coorientador: Prof. Dr. Ricardo Luiz Moro de Sousa

Data: Março/2018

Resumo:

Os anfíbios figuram entre um dos grupos mais diversos e de importância ecológica para o meio em que habitam porém, a redução da diversidade em nível global e a ameaça de extinção de diversas espécies os trouxe a mais uma preocupante posição de destaque. Nas últimas décadas, diversos fatores foram listados como os possíveis agentes para o declínio, em especial as causas de origem antrópica, porém as doenças emergentes, como a quitridiomicose e a ranavirose, se mostraram fortes pressões negativas a esta comunidade. A ranavirose é o termo dado a doença provocada pelos vírus do gênero ranavírus, em especial a espécie Frog virus 3 (FV3) que é a mais estudada. Sua pluralidade de hospedeiros ectotérmicos (peixes, répteis e anfíbios), distribuição geográfica abrangente e altas taxas de infectividade e letalidade tornaram a doença de notificação obrigatória por órgãos reguladores nacionais e internacionais. No país ainda existe uma incipiência de estudos a qual dificulta estimar qual a real situação de disseminação viral. Apesar de reportes de casos no país desde 2003 a única espécie atualmente afetada é a Lithobates castebeianus, popularmente conhecida como rã-touro Americana. Em nosso estudo a utilizamos como um modelo experimental para avaliar o processo de infecção que acomete os animais e tentar compreender sua evolução clínica. Para isso utilizamos um controle negativo, sem a presença viral, e três tratamentos com diferentes concentrações virais (T1: 1,9 x 10¹ p.f.u./0,05mL; T2: 1,9x 103 p.f.u/0,05mL e T3:3,1 x 105 p.f.u/0,05mL). Durante 21 dias os animais foram observados buscando manifestação de sinais clínicos. Análises moleculares de PCR convencional e Tempo-Real foram utilizadas para confirmar e quantificar a presença viral nos animais infectados, assim como análises histológicas buscaram correlacionar e avaliar as lesões observadas . Neste estudo demonstramos a suscetibilidade da rã-touro pode como um modelo apropriado para esta patologia, em especial quando relacionada a aquicultura.

Palavras-chave: Rana catesbeiana; FV3; Iridovírus; doenças emergentes, anuros, Frog virus 3

 
VIABILIDADE ECONÔMICA DA MARICULTURA DO MEXILHÃO (Perna perna) E DO BIJUPIRÁ (Rachycentron canadum) NO SISTEMA MULTITRÓFICO

VIABILIDADE ECONÔMICA DA MARICULTURA DO MEXILHÃO (Perna perna) E DO BIJUPIRÁ (Rachycentron canadum) NO SISTEMA MULTITRÓFICO

Autora: Gabriela Claudia Arato Bergamo

Orientador: Prof. Dr. Eduardo Gomes Sanches

Data: Setembro/2018

Resumo: 

A aquicultura integrada multitrófica vem sendo considerada como alternativa para o desenvolvimento sustentável da maricultura. Este estudo avaliou a utilização do sistema multitrófico na maricultura visando melhorar os índices de viabilidade econômica. Para tanto, considerou os indicadores econômicos de dois cultivos monotróficos: mexilhão Perna perna e o bijupirá Rachycentron canadum e de um sistema multitrófico envolvendo as duas espécies. Os índices para a avaliação da rentabilidade foram a Taxa Interna de Retorno (TIR), o Retorno do Capital (RC) e o Valor Presente Líquido (VPL). A análise de investimento foi realizada por meio da elaboração de fluxo de caixa e determinação de indicadores de viabilidade econômica para um horizonte de projeto de dez anos. O sistema multitrófico demonstrou maior viabilidade econômica nos diferentes cenários avaliados. Este sistema apresenta maior resiliência proporcionando maior atratividade econômica ao empreendedor.


Palavras-chave: IMTA, piscicultura marinha, cobia, bivalves, filtradores, policultura

 

 

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