Coronavírus: ações em SP

Comunicado ao público

Saiba como escolher, armazenar e preparar adequadamente o seu pescado

Referência no Brasil, programa do IP monitora a produção pesqueira na costa de São Paulo

Boletim do Instituto de Pesca: pioneirismo nas áreas de Pesca, Aquicultura e Limnologia

Notícias

Secretaria de Agricultura e Abastecimento participa de roda de conversa sobre comercialização da pesca artesanal

Roda de conversa

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Pesca (IP-APTA), participará da II Roda de Conversa do Fórum de Economia Solidária da Baixada Santista (FESBS), em 9 de julho, às 18h30. O tema do evento online será “Comercialização do pescado da pesca artesanal: boas experiências, perspectivas e desafios”. O acesso deve ser feito em https://bit.ly/fesbs-pesca. 

A abertura do evento será realizada pela pesquisadora do IP, Ingrid Machado, e a mediação ficará a cargo da pesquisadora do Instituto, Érika Fabiani Furlan. Durante a roda de conversa será discutido o principal problema a ser superado pelo setor em relação à comercialização: a dependência de atravessadores e a clandestinidade referente ao aspecto sanitário.

O evento contará com a participação do Instituto Linha d’Água, Lex Experts, Comunidade da Enseada da Baleia – Ilha do Cardoso, Rare do Brasil e Olha o Peixe. Participará também o vereador de Florianópolis, Marcos José de Abreu.

Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP contribui para o monitoramento dos recursos pesqueiros

monitoramento

Acompanhamento vem sendo feito há quase 80 anos para a pesca marinha; trabalho é fundamental para a manutenção dos recursos e da própria atividade pesqueira

A pesca é uma atividade essencial do ponto de vista produtivo para muitas pessoas, e está também ligada ao modo de vida tradicional de muitas comunidades no Estado de São Paulo, assim como em vários estados brasileiros. Por estar conectada a uma série de elementos inter-relacionados, como ambientais, sociais, tecnológicos e econômicos, pode-se considerar a pesca um sistema complexo, sujeito, portanto, a imprevisibilidades. Nesse cenário, entender a dinâmica dos recursos disponíveis para a atividade pesqueira, torna-se essencial para fomentar sua sustentabilidade futura.

“Recursos Pesqueiros são todos os organismos aquáticos (peixes, moluscos, crustáceos, entre outros) de interesse comercial, os quais possuem valor, geram empregos e alimento”, diz Paula Maria Gênova de Castro Campanha, pesquisadora do Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Tais recursos, segundo a pesquisadora, possuem sua reprodução e seu crescimento controlados por fatores ambientais, e sua capacidade de renovação pode ser comprometida caso haja exploração excessiva, ou pelas incertezas provocadas pelas alterações ambientais climáticas e de natureza antrópica (causadas por ação humana).

De acordo com a especialista, para saber o quanto se deve retirar de pescado do ambiente aquático é muito importante que tenhamos uma base de dados atualizada e dinâmica da pesca, sendo necessário, para isso, conhecer o quanto se captura pela pesca de subsistência, comercial e recreacional. “Normalmente, em todo o mundo, este monitoramento é realizado através de informações fornecidas pelos próprios pescadores sistematicamente”, coloca Paula.

Segundo a pesquisadora, isso é feito, basicamente, de quatro formas: 1 - entrevistas diretas com os pescadores durante as descargas do produto da sua pescaria; 2 - registro pelos pontos de escoamento do pescado (vendas); 3 - autorregistro – o pescador anota as informações de sua pescaria e a cada semana, ou mês os dados são coletados; e 4 - na própria comunidade ou bairro onde reside o pescador/a família. Paula pondera que esse processo costuma ser mais difícil no que se refere à pesca continental (rios, reservatórios) do que na pesca marítima, devido à atividade ser mais pulverizada e, por vezes, de acesso mais remoto.

IP trabalha para garantir pescaria

A pesquisadora do IP conta que o Instituto vem se dedicando já há um bom tempo ao tema. “Desde a década de 1940 o Instituto de Pesca vem contribuindo com levantamento de

dados estatísticos da pesca marinha”, afirma Paula. Já o monitoramento pesqueiro continental

em SP é mais recente, segundo ela. “Temos levantamentos nos principais rios do Estado (Paraná, Grande e Paranapanema) de 1994 até 2009, disponíveis no site do IP, sob a coordenação do pesquisador Harry Vermulm Junior, bem como vários artigos científicos gerados sobre o tema”. Paula lembra que foi realizado no ano de 2000, sob sua coordenação, um censo da pesca para o rio Tietê, quando foram levantados pontos de desembarques e núcleos pesqueiros e iniciou-se o monitoramento pesqueiro nos seis reservatórios ao longo do médio e baixo Tietê. Tal levantamento, no entanto, encontra-se atualmente paralisado. “Para retornar esta importante atividade estamos buscando financiamento para garantir a sua continuidade”, informa a pesquisadora do IP.

Dada à importância social e cultural que a atividade pesqueira tem para inúmeras comunidades tradicionais e/ou locais, além de sua relevância econômica, a pesquisadora ressalta a importância de sempre serem gerados dados confiáveis sobre os recursos pesqueiros, e a participação efetiva do pescador é fundamental. “Sem informação continuada sobre as espécies capturadas, sua quantidade, o esforço de pesca empregado para tal (número de pescadores, de barcos, de redes de pesca, dia/mês etc.) não podemos avaliar a situação dos estoques pesqueiros e consequentemente realizar ou propor políticas públicas mais reais para a boa gestão”.

Paula acrescenta, ainda, o papel do monitoramento na preservação ambiental, protegendo as espécies aquáticas e propiciando que a atividade pesqueira possa continuar por muito tempo, sem exaurir os recursos que lhe são essenciais. “O extrativismo pesqueiro depende da produtividade biológica e da manutenção da diversidade das áreas alagadas. É, assim, um indicativo da saúde desses ecossistemas. O monitoramento da pesca pode ser um importante instrumento para a manutenção da biodiversidade aquática”, finaliza a pesquisadora do IP.

Pesquisa da Secretaria de Agricultura mostra condições de trabalho das pescadoras na baixada santista

13376 pescado e pescadora

Projeto conduzido na Pós-Graduação do Instituto de Pesca acompanhou a rotina de descascadeiras de camarão sete-barbas

As mulheres pescadoras buscam equidade e valorização de seu trabalho, que é menos valorizado do que a atuação masculina. Esta é a constatação de pesquisa desenvolvida por aluna de Mestrado do curso de Pós-Graduação do Instituto de Pesca (IP-APTA), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O trabalho, apresentado em congresso internacional, mostrou as condições de trabalho de mulheres que atuam como descascadeiras de camarão sete-barbas na baixada santista. Em 29 de junho é comemorado o Dia do (a) Pescador (a).

O projeto “Mulheres na pesca: avaliação da pesca artesanal na Baixada Santista sobre perspectiva de gênero” é coordenado pela pesquisadora do Instituto de Pesca, Ingrid Cabral Machado, do Centro Avançado de Pesquisa do Pescado Marinho. Uma das pesquisas, realizadas pela mestranda Jéssica Garcia Rodrigues, mostra que o trabalho diário dos pescadores é árduo e necessário a toda sociedade, mas, há anos, mulheres que atuam como eles buscam o mesmo reconhecimento como profissionais da pesca, já que também contribuem para o abastecimento de pescado.

“Ainda que nos últimos anos venha ocorrendo um significativo posicionamento feminino diante à sociedade, para a conquista de equidade, a falta de valorização e respeito pelas pescadoras permanece entre os colegas de trabalho, o que também ocorre, às vezes, até por parte de seus companheiros e da família. Além disso, essas trabalhadoras estão à margem das políticas públicas para a categoria, o que as prejudica muito, já que muitas são responsáveis pela subsistência de suas famílias e educação dos filhos, além de, ainda, administrarem as tarefas diárias de suas casas”, afirma Jessica.

Relatório da FAO, publicado em maio de 2015, revela que aproximadamente metade do trabalho desenvolvido no ciclo de pesca é feito por mulheres. A tarefa de captura realizada na pesca e na aquicultura, e outras atividades consequentes, sustentam mais de 120 milhões de pessoas, sendo a maioria do setor artesanal. O relatório ainda aponta que, em 2014, das 100 maiores empresas de frutos do mar do mundo, apenas uma empresa era administrada por uma mulher como CEO: a japonesa Marusen Chiyoda Suisan.

Além da captura de espécies em mares, rios, lagos e açudes, a cadeia produtiva do pescado possui um processo com diversas atividades como o preparo e a manutenção do material para a captura, a limpeza e o beneficiamento de diferentes tipos de pescado, a comercialização e o atendimento a consumidores. Essas e outras atividades são realizadas principalmente por mulheres.

A mestranda conta que sua motivação para a pesquisa veio durante a graduação, quando desenvolveu seu trabalho de conclusão de curso com pescadores. Avaliando suas percepções ambientais percebeu que sempre atribuía seu olhar para a pesca diretamente aos homens, porque designava sua atenção à captura, já que é o conceito mais destacado nesta atividade. “Na etapa de construção da proposta de um projeto para o mestrado, surgiram discussões sobre as desigualdades de gênero no setor pesqueiro. Vendo a invisibilidade do trabalho feminino na pesca e todas as consequências disso na vida dessas trabalhadoras, minha orientadora e eu decidimos trabalhar com a parcela menos reconhecida da cadeia produtiva, as descascadeiras de camarão, e decidimos ‘botar a mão na massa’ para fazer algo a respeito”, diz.

De acordo com a estudante, o projeto acontece basicamente na inserção, observação e pesquisa de seus integrantes nas comunidades. Em uma delas, por exemplo, a inserção foi mais longa e trabalhosa, por se tratar de um ambiente que agrega trabalhadoras e trabalhadores de diversos lugares do entorno. Foi percebido que não há um consenso de união comunitária dentro das salgas, lugar onde acontece todos os processos de beneficiamento do pescado. “As mulheres dessa comunidade nos receberam com estranheza e medo no início, por se tratar de um trabalho informal, o qual elas temem perder”, revela a estudante.

Os projetos de monitoramento usualmente são voltados para o estoque pesqueiro ou a captura do pescado, consequentemente as mulheres não são envolvidas nesse setor. A maior parte das entrevistas realizadas foram feitas dentro das salgas durante o trabalho. Já em outra comunidade, por se tratar de um lugar onde os pesquisadores estão mais presentes, a inserção foi mais aceita e contou com o auxílio do representante da associação dos pescadores, que apresentou Jéssica aos donos e donas de algumas salgas, e as mulheres a receberam muito bem, compreendendo a necessidade do estudo.

“A realidade das descascadeiras dessa comunidade é muito diferente, a situação da maioria das entrevistadas é de extrema vulnerabilidade social. A renda pelo beneficiamento é relativamente menor do que na outra e pude observar que a rotina delas é mais complicada. Embora a comunidade apresente um enorme desamparo social, as pessoas ali demonstram uma identidade cultural muito forte com a atividade pesqueira. As pescadoras são unidas e se ajudam no enfrentamento dos desafios cotidianos de ser uma mulher da pesca, que busca uma identidade, além da equidade”, explica Jessica.

No acompanhamento da rotina de trabalho das descascadeiras, constatou-se que elas chegam muito cedo nas salgas e aguardam a entrega do camarão. Quando o trabalho começa, as “camaronetes” – como elas se denominam – juntam-se ao redor de uma mesa, onde o camarão é despejado, e começam o processo de beneficiamento desse pescado. O processo é longo, variando de 8h a 14h por dia, com elas trabalhando, normalmente, em pé. Muitas não atuam em uma única salga; como acontece na alta temporada, quando elas buscam oportunidades em outras salgas para garantir uma renda maior, já que recebem por quantidade de quilogramas produzido. Além desta rotina diária, a maioria delas ao chegar em casa ainda precisam realizar as atividades domésticas.

A raiz da falta de equidade vem de conceitos como a divisão sexual do trabalho, que relega às mulheres as tarefas que não são valorizadas pela sociedade - isso não acontece só na pesca, mas determina que elas tenham menor remuneração e menos acesso aos benefícios trabalhistas. Jéssica declara que “essas mulheres não contam com reconhecimento profissional, então ficam à margem das políticas públicas para a categoria, como seguro defeso, auxílio doença e aposentadoria, direitos garantidos aos pescadores. Existe, então, uma questão de gênero muito relevante na pesca em geral, incluindo a artesanal, que é a invisibilidade do trabalho das mulheres. Para terem seus direitos garantidos precisam estar, de alguma forma, associadas ao homem. Por exemplo, se uma mulher que trabalha na pesca for casada com um pescador e conseguir comprovar isso, ela pode vir a usufruir de algum direito, mas não pelo seu trabalho e sim por ser cônjuge de um pescador”.

Além da questão de gênero, o conceito de trabalho produtivo e trabalho reprodutivo é um fator que interfere no problema. O trabalho produtivo é aquele feito para gerar o sustento, o trabalho remunerado. O trabalho reprodutivo é o trabalho de cuidado, que é tido na sociedade como obrigação da mulher, geralmente não remunerado: cozinhar, lavar, cuidar dos doentes, criar e educar os filhos. As mulheres da pesca, geralmente, acumulam as obrigações de cuidar e de prover, como muitas outras trabalhadoras.

A contribuição do projeto ocorre, principalmente, por meio da divulgação de resultados da pesquisa, visando encontrar apoiadores que, consequentemente, possam mudar esta realidade. Recentemente Jéssica apresentou esses resultados na Oficina Participativa Estadual, do Projeto Manejo Sustentável da Fauna Acompanhante na Pesca de Arrasto na América Latina e Caribe - REBYC-LAC II, criado pela FAO, realizada no Centro Avançado de Pesquisa do Pescado Marinho, do Instituto de Pesca, e que teve como objetivo a elaboração da Proposta do Plano de Gestão da Pesca de camarões. “Ao introduzir a problemática do não envolvimento das mulheres pescadoras nas tomadas de decisões, no que diz respeito à gestão pesqueira, e divulgar a importância do trabalho delas, estamos contribuindo para que haja engajamento público pelo reconhecimento dessas profissionais”, diz a estudante.

A visibilidade e o reconhecimento merecidos e a igualdade de diretos das profissionais da pesca beneficiam não só a elas, mas ao mundo, uma vez que, de acordo com a Agenda 2030, seu segundo objetivo é acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável. “É importante que a crescente população mundial, que conta com o abastecimento de uma importante fonte nutricional em sua alimentação, passe a enxergar essa realidade e se mobilizar para mudá-la”, afirma.

Secretaria de Agricultura e Abastecimento lança visitação virtual ao Museu de Pesca

imagem museu virtual

Visita online é uma réplica da estrutura física do espaço e contém parte do acervo real; Museu é uma das principais atrações turísticas de Santos

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo lança a visitação virtual do seu Museu de Pesca, um dos mais importantes pontos turísticos de Santos, no litoral. Fechado devido à pandemia do novo coronavírus, desde março de 2020, o espaço poderá agora ser explorado pelo público por meio deste link. Este é o primeiro produto do Projeto VVV – Venha Visitar Virtualmente, da Secretaria de Agricultura, que tem o objetivo de virtualizar a visita aos seus espaços culturais e educativos da Pasta.

O Museu de Pesca recebe público de mais de 50 mil pessoas, anualmente. Mantido pelo Instituto de Pesca (IP-APTA), o espaço tem a missão de divulgar as ações de pesquisa do IP e destacar a importância da preservação do meio ambiente e da vida aquática, promovendo a educação ambiental. No local são desenvolvidas atividades educativas não formais, com o intuito de promover a preservação ambiental, estimular a sustentabilidade pela correta utilização dos recursos naturais, marinhos e continentais, além de promover a aquicultura sustentável.

A versão virtual do Museu de Pesca é uma réplica da estrutura física do espaço, contendo em cada ambiente parte de seu acervo real. Na visita presencial, para o grande público, as principais atrações são um imponente esqueleto da baleia Balaenoptera physalus, com 23 metros de comprimento e sete toneladas, e os diversos exemplares de tubarões.

“O lançamento do Museu Virtual permitirá aos visitantes assíduos, principalmente crianças, aplacar a saudade enquanto o mesmo está fechado, e estimulará potenciais novos visitantes, uma vez que a visita virtual gera curiosidade sobre as atrações do Museu”, afirma Thaís Moron, pesquisadora do IP e diretora do Museu de Pesca.

A ideia da virtualização do espaço partiu de Cibele Silva, bióloga e integrante do Centro de Comunicação e Transferência do Conhecimento (CECOM) do Instituto, devido ao impedimento da visitação ao espaço físico neste momento de controle do contágio do novo coronavírus e para dar oportunidade a pessoas de fora da região e até mesmo do Estado de conhecer o acervo do Museu. O Projeto VVV é coordenado por Cibele e foi planejado e desenvolvido por Bruna da Silva, Gabriela Pereira e Raphaela Horti, estagiárias do Instituto de Pesca.

Gabriela Pereira foi a principal responsável pelo desenvolvimento da mídia para virtualização e interatividade entre equipamento e visitante. “Criar o mapa do museu em uma versão virtual, ainda mais interativo, foi um desafio para mim, pois não sou da área de informática. Porém, meus conhecimentos de design gráfico ajudaram na parte visual e, por ser estudante de Ciências Biológicas, meu entusiasmo em poder fazer parte de um projeto que comunica a importância da preservação do meio ambiente e dos seres aquáticos foi a grande motivação para aprender o que não sabia e conseguir fazer a entrega”, diz Pereira. 

O Projeto VVV deve lançar nas próximas semanas a visitação virtual do Planeta Inseto, exposição mantida pelo Instituto Biológico (IB-APTA).

 

Museu de Pesca

O acervo do Museu de Pesca é composto por exemplares de diversas espécies de peixes, crustáceos, aves e mamíferos marinhos taxidermizados ou suas ossadas, conchas de moluscos, areias, além de maquetes de embarcações, aparelhos e equipamentos utilizados na pesca e em pesquisa oceanográfica, obras artísticas dentre outros.

Sua Sede atual, construída no local de uma fortificação datada do século XVIII, abrigou inicialmente a Escola de Aprendizes-Marinheiros, e, a partir de 1933, o Instituto de Pesca Marítima, nome pelo qual passou a ser denominada (a partir de 1932) a Escola de Pesca do Estado de São Paulo, fundada em 1928, no Guarujá. “É um prédio histórico, de localização privilegiada e que oferece ao visitante a experiência de estar em uma construção antiga e apreciar uma belíssima paisagem por meio das janelas do piso superior”, afirma Thaís.

 

Endereço:
Avenida Bartolomeu de Gusmão, 192
Ponta da Praia - Santos (SP) - Brasil
CEP 11030-906
Contato: (13) 3261-5260
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. / Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. 

Agenda

Roda de conversa: Comercialização do Pescado da Pesca Artesanal

Data:   9 de julho de 2020

Horário: 18h30

Convite: Participe! A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Pesca (IP-APTA), participará da II Roda de Conversa do Fórum de Economia Solidária da Baixada Santista (FESBS). O tema do evento online será “Comercialização do pescado da pesca artesanal: boas experiências, perspectivas e desafios”

Ficou interessado?

Acesse o link: https://bit.ly/fesbs-pesca para participar da live que será realizada no Google Meet.

#live #rodadeconversa

 

Curso Básico de Criação de camarões de água doce

Data:   06 de novembro de 2020

Horário: 8h às 17h

Breve Resumo: O curso apresentará a carcinicultura de água doce de uma forma básica, a fim de proporcionar ao aluno a percepção de poder ou não se tornar um produtor de camarões.

Público-alvo: produtores, técnicos, alunos e demais interessados.

Coordenação: Dr. Helcio L A Marques – Pesquisador do Instituto de Pesca de SP

Número de Vagas: 25

Investimento: R$ 250,00

Informações sobre inscrições/pagamento: falar com Eduardo, telefone: (19) 3739-8085

Inscrições: clique aqui

Local:  Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento (UPD) de Pirassununga

Endereço: Av. Virgílio Baggio 85 – CEP: 13041-004 – Pirassununga – SP

Programação

8h - Inscrições e entrega de material

8h30 - Abertura: Apresentação dos PQcS e programação do curso; Introdução: Histórico do cultivo, valor econômico, produção no Brasil

9h - Aspectos biológicos

10h às 10h30 - Coffee break

10h30 - Seleção do local de cultivo

12h - Almoço livre

14h - Povoamento, manejo hídrico e alimentar

15h - Despesca e abate

15h30 - Coffee break

16h - Comercialização e estratégias de marketing

17h - Esclarecimento de dúvidas e encerramento

Incluído no curso

- Material de apoio – bloco, caneta

- Coffee break nos intervalos

- Certificado digital do Instituto de Pesca

Cursos Marcadores moleculares para melhoramento e conservação de organismos aquáticos

Data:   17 de agosto de 2020

Horário: 8h às 16h30

Breve Resumo: Apresentar uma metodologia simples de aplicar marcadores moleculares para avaliar uma população, seja para conservação ou no melhoramento de organismos aquáticos.

Público-alvo: profissionais, estudantes de Graduação e Pós-graduação.

Coordenação: Fernando Stopato da Fonseca – Pesquisador do Instituto de Pesca de SP

Número de Vagas: 40

Investimento: R$ 100,00 profissionais e R$ 50,00 estudantes

Informações sobre inscrições/pagamento: falar com Fernando Stopato pelo telefone: (17) 3232-1777.

Inscrições: clique aqui

Local: Auditório do Instituto de Pesca de São José do Rio Preto.

Endereço: Av. Abelardo Menezes S/N, CEP: 15092-607 - São José do Rio Preto - SP.

Programação

8h às 8h30 - Recepção e entrega do material

8h30 às 9h30 - Processo de Domesticação não Intencional

9h30 às 10h - Coffee Break

10h às 12h - Aspectos relacionados à implantação de programas de melhoramento genético ou conservação

12h às 13h - Intervalo almoço

13h às 14h - Fatores que atuam sobre o desempenho de peixes ou manutenção da espécie

14h às 15h - Metodologia de Utilização dos Marcadores

15h às 15h30 - Coffee Break

15h30 às 16h30 - Metodologia de Utilização dos Marcadores

Incluído no curso

- Material de apoio – bloco, caneta

- Coffee break nos intervalos

- Certificado digital do Instituto de Pesca

IP Na Mídia

Secretaria de SP contribui para o monitoramento dos recursos pesqueiros

Acompanhamento vem sendo feito há quase 80 anos para a pesca marinha

A pesca é uma atividade essencial do ponto de vista produtivo para muitas pessoas, e está também ligada ao modo de vida tradicional de muitas comunidades no Estado de São Paulo, assim como em vários estados brasileiros. Por estar conectada a uma série de elementos inter-relacionados, como ambientais, sociais, tecnológicos e econômicos, pode-se considerar a pesca um sistema complexo, sujeito, portanto, a imprevisibilidades. Nesse cenário, entender a dinâmica dos recursos disponíveis para a atividade pesqueira, torna-se essencial para fomentar sua sustentabilidade futura.

 

“Recursos Pesqueiros são todos os organismos aquáticos (peixes, moluscos, crustáceos, entre outros) de interesse comercial, os quais possuem valor, geram empregos e alimento”, diz Paula Maria Gênova de Castro Campanha, pesquisadora do Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Tais recursos, segundo a pesquisadora, possuem sua reprodução e seu crescimento controlados por fatores ambientais, e sua capacidade de renovação pode ser comprometida caso haja exploração excessiva, ou pelas incertezas provocadas pelas alterações ambientais climáticas e de natureza antrópica (causadas por ação humana).

De acordo com a especialista, para saber o quanto se deve retirar de pescado do ambiente aquático é muito importante que tenhamos uma base de dados atualizada e dinâmica da pesca, sendo necessário, para isso, conhecer o quanto se captura pela pesca de subsistência, comercial e recreacional. “Normalmente, em todo o mundo, este monitoramento é realizado através de informações fornecidas pelos próprios pescadores sistematicamente”, coloca Paula.

 

Segundo a pesquisadora, isso é feito, basicamente, de quatro formas: 1 - entrevistas diretas com os pescadores durante as descargas do produto da sua pescaria; 2 - registro pelos pontos de escoamento do pescado (vendas); 3 - autorregistro – o pescador anota as informações de sua pescaria e a cada semana, ou mês os dados são coletados; e 4 - na própria comunidade ou bairro onde reside o pescador/a família. Paula pondera que esse processo costuma ser mais difícil no que se refere à pesca continental (rios, reservatórios) do que na pesca marítima, devido à atividade ser mais pulverizada e, por vezes, de acesso mais remoto.

IP trabalha para garantir pescaria

A pesquisadora do IP conta que o Instituto vem se dedicando já há um bom tempo ao tema. “Desde a década de 1940 o Instituto de Pesca vem contribuindo com levantamento de dados estatísticos da pesca marinha”, afirma Paula. Já o monitoramento pesqueiro continental

 

em SP é mais recente, segundo ela. “Temos levantamentos nos principais rios do Estado (Paraná, Grande e Paranapanema) de 1994 até 2009, disponíveis no site do IP, sob a coordenação do pesquisador Harry Vermulm Junior, bem como vários artigos científicos gerados sobre o tema”. Paula lembra que foi realizado no ano de 2000, sob sua coordenação, um censo da pesca para o rio Tietê, quando foram levantados pontos de desembarques e núcleos pesqueiros e iniciou-se o monitoramento pesqueiro nos seis reservatórios ao longo do médio e baixo Tietê. Tal levantamento, no entanto, encontra-se atualmente paralisado. “Para retornar esta importante atividade estamos buscando financiamento para garantir a sua continuidade”, informa a pesquisadora do IP.

Dada à importância social e cultural que a atividade pesqueira tem para inúmeras comunidades tradicionais e/ou locais, além de sua relevância econômica, a pesquisadora ressalta a importância de sempre serem gerados dados confiáveis sobre os recursos pesqueiros, e a participação efetiva do pescador é fundamental. “Sem informação continuada sobre as espécies capturadas, sua quantidade, o esforço de pesca empregado para tal (número de pescadores, de barcos, de redes de pesca, dia/mês etc.) não podemos avaliar a situação dos estoques pesqueiros e consequentemente realizar ou propor políticas públicas mais reais para a boa gestão”.

 

Paula acrescenta, ainda, o papel do monitoramento na preservação ambiental, protegendo as espécies aquáticas e propiciando que a atividade pesqueira possa continuar por muito tempo, sem exaurir os recursos que lhe são essenciais. “O extrativismo pesqueiro depende da produtividade biológica e da manutenção da diversidade das áreas alagadas. É, assim, um indicativo da saúde desses ecossistemas. O monitoramento da pesca pode ser um importante instrumento para a manutenção da biodiversidade aquática”, finaliza a pesquisadora do IP.

 

Fonte: Agrolink, 30/Junho/2020 (https://www.agrolink.com.br/noticias/secretaria-de-sp-contribui-para-o-monitoramento-dos-recursos-pesqueiros_436019.html)

Pesquisa da Secretaria de Agricultura mostra condições de trabalho das pescadoras na baixada santista

As mulheres pescadoras buscam equidade e valorização de seu trabalho, que é menos valorizado do que a atuação masculina. Esta é a constatação de pesquisa desenvolvida por aluna de Mestrado do curso de Pós-Graduação do Instituto de Pesca (IP-APTA), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O trabalho, apresentado em congresso internacional, mostrou as condições de trabalho de mulheres que atuam como descascadeiras de camarão sete-barbas na baixada santista. Em 29 de junho é comemorado o Dia do (a) Pescador (a).

O projeto “Mulheres na pesca: avaliação da pesca artesanal na Baixada Santista sobre perspectiva de gênero” é coordenado pela pesquisadora do Instituto de Pesca, Ingrid Cabral Machado, do Centro Avançado de Pesquisa do Pescado Marinho. Uma das pesquisas, realizadas pela mestranda Jéssica Garcia Rodrigues mostra que o trabalho diário dos pescadores é árduo e necessário a toda sociedade, mas, há anos, mulheres que atuam como eles buscam o mesmo reconhecimento como profissionais da pesca, já que também contribuem para o abastecimento de pescado.

“Ainda que nos últimos anos venha ocorrendo um significativo posicionamento feminino diante à sociedade, para a conquista de equidade, a falta de valorização e respeito pelas pescadoras permanece entre os colegas de trabalho, o que também ocorre, às vezes, até por parte de seus companheiros e da família. Além disso, essas trabalhadoras estão à margem das políticas públicas para a categoria, o que as prejudica muito, já que muitas são responsáveis pela subsistência de suas famílias e educação dos filhos, além de, ainda, administrarem as tarefas diárias de suas casas”, afirma Jessica.

Relatório da FAO, publicado em maio de 2015, revela que aproximadamente metade do trabalho desenvolvido no ciclo de pesca é feito por mulheres. A tarefa de captura realizada na pesca e na aquicultura, e outras atividades consequentes, sustentam mais de 120 milhões de pessoas, sendo a maioria do setor artesanal. O relatório ainda aponta que, em 2014, das 100 maiores empresas de frutos do mar do mundo, apenas uma empresa era administrada por uma mulher como CEO: a japonesa Marusen Chiyoda Suisan.

Além da captura de espécies em mares, rios, lagos e açudes, a cadeia produtiva do pescado possui um processo com diversas atividades como o preparo e a manutenção do material para a captura, a limpeza e o beneficiamento de diferentes tipos de pescado, a comercialização e o atendimento a consumidores. Essas e outras atividades são realizadas principalmente por mulheres.

A mestranda conta que sua motivação para a pesquisa veio durante a graduação, quando desenvolveu seu trabalho de conclusão de curso com pescadores. Avaliando suas percepções ambientais percebeu que sempre atribuía seu olhar para a pesca diretamente aos homens, porque designava sua atenção à captura, já que é o conceito mais destacado nesta atividade. “Na etapa de construção da proposta de um projeto para o mestrado, surgiram discussões sobre as desigualdades de gênero no setor pesqueiro. Vendo a invisibilidade do trabalho feminino na pesca e todas as consequências disso na vida dessas trabalhadoras, minha orientadora e eu decidimos trabalhar com a parcela menos reconhecida da cadeia produtiva, as descascadeiras de camarão, e decidimos ‘botar a mão na massa’ para fazer algo a respeito”, diz.

De acordo com a estudante, o projeto acontece basicamente na inserção, observação e pesquisa de seus integrantes nas comunidades. Em uma delas, por exemplo, a inserção foi mais longa e trabalhosa, por se tratar de um ambiente que agrega trabalhadoras e trabalhadores de diversos lugares do entorno. Foi percebido que não há um consenso de união comunitária dentro das salgas, lugar onde acontece todos os processos de beneficiamento do pescado. “As mulheres dessa comunidade nos receberam com estranheza e medo no início, por se tratar de um trabalho informal, o qual elas temem perder”, revela a estudante.

Os projetos de monitoramento usualmente são voltados para o estoque pesqueiro ou a captura do pescado, consequentemente as mulheres não são envolvidas nesse setor. A maior parte das entrevistas realizadas foram feitas dentro das salgas durante o trabalho. Já em outra comunidade, por se tratar de um lugar onde os pesquisadores estão mais presentes, a inserção foi mais aceita e contou com o auxílio do representante da associação dos pescadores, que apresentou Jéssica aos donos e donas de algumas salgas, e as mulheres a receberam muito bem, compreendendo a necessidade do estudo.

“A realidade das descascadeiras dessa comunidade é muito diferente, a situação da maioria das entrevistadas é de extrema vulnerabilidade social. A renda pelo beneficiamento é relativamente menor do que na outra e pude observar que a rotina delas é mais complicada. Embora a comunidade apresente um enorme desamparo social, as pessoas ali demonstram uma identidade cultural muito forte com a atividade pesqueira. As pescadoras são unidas e se ajudam no enfrentamento dos desafios cotidianos de ser uma mulher da pesca, que busca uma identidade, além da equidade”, explica Jessica.

No acompanhamento da rotina de trabalho das descascadeiras, constatou-se que elas chegam muito cedo nas salgas e aguardam a entrega do camarão. Quando o trabalho começa, as “camaronetes” – como elas se denominam – juntam-se ao redor de uma mesa, onde o camarão é despejado, e começam o processo de beneficiamento desse pescado. O processo é longo, variando de 8h a 14h por dia, com elas trabalhando, normalmente, em pé. Muitas não atuam em uma única salga; como acontece na alta temporada, quando elas buscam oportunidades em outras salgas para garantir uma renda maior, já que recebem por quantidade de quilogramas produzido. Além desta rotina diária, a maioria delas ao chegar em casa ainda precisam realizar as atividades domésticas.

A raiz da falta de equidade vem de conceitos como a divisão sexual do trabalho, que relega às mulheres as tarefas que não são valorizadas pela sociedade – isso não acontece só na pesca, mas determina que elas tenham menor remuneração e menos acesso aos benefícios trabalhistas. Jéssica declara que “essas mulheres não contam com reconhecimento profissional, então ficam à margem das políticas públicas para a categoria, como seguro defeso, auxílio doença e aposentadoria, direitos garantidos aos pescadores. Existe, então, uma questão de gênero muito relevante na pesca em geral, incluindo a artesanal, que é a invisibilidade do trabalho das mulheres. Para terem seus direitos garantidos precisam estar, de alguma forma, associadas ao homem. Por exemplo, se uma mulher que trabalha na pesca for casada com um pescador e conseguir comprovar isso, ela pode vir a usufruir de algum direito, mas não pelo seu trabalho e sim por ser cônjuge de um pescador”.

Além da questão de gênero, o conceito de trabalho produtivo e trabalho reprodutivo é um fator que interfere no problema. O trabalho produtivo é aquele feito para gerar o sustento, o trabalho remunerado. O trabalho reprodutivo é o trabalho de cuidado, que é tido na sociedade como obrigação da mulher, geralmente não remunerado: cozinhar, lavar, cuidar dos doentes, criar e educar os filhos. As mulheres da pesca, geralmente, acumulam as obrigações de cuidar e de prover, como muitas outras trabalhadoras.

A contribuição do projeto ocorre, principalmente, por meio da divulgação de resultados da pesquisa, visando encontrar apoiadores que, consequentemente, possam mudar esta realidade. Recentemente Jéssica apresentou esses resultados na Oficina Participativa Estadual, do Projeto Manejo Sustentável da Fauna Acompanhante na Pesca de Arrasto na América Latina e Caribe – REBYC-LAC II, criado pela FAO, realizada no Centro Avançado de Pesquisa do Pescado Marinho, do Instituto de Pesca, e que teve como objetivo a elaboração da Proposta do Plano de Gestão da Pesca de camarões. “Ao introduzir a problemática do não envolvimento das mulheres pescadoras nas tomadas de decisões, no que diz respeito à gestão pesqueira, e divulgar a importância do trabalho delas, estamos contribuindo para que haja engajamento público pelo reconhecimento dessas profissionais”, diz a estudante.

A visibilidade e o reconhecimento merecidos e a igualdade de diretos das profissionais da pesca beneficiam não só a elas, mas ao mundo, uma vez que, de acordo com a Agenda 2030, seu segundo objetivo é acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável. “É importante que a crescente população mundial, que conta com o abastecimento de uma importante fonte nutricional em sua alimentação, passe a enxergar essa realidade e se mobilizar para mudá-la”, afirma.

 

Fonte: Consepa, 29/Junho/2020 (https://consepa.org.br/pesquisa-da-secretaria-de-agricultura-mostra-condicoes-de-trabalho-das-pescadoras-na-baixada-santista/)

IP-APTA estuda vacina para bactéria F. noatunensis subsp. orientalis

Centro ainda desenvolve pesquisas científicas para o desenvolvimento de vacinas contra outras bactérias

O Centro de Pesquisa de Aquicultura do Instituto de Pesca (IP-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura de São Paulo, informou que prossegue com o desenvolvimento de uma vacina capaz de deletar genes de patogenicidade da bactéria F. noatunensis subsp. orientalis. “Um desafio bem ousado para aumentar as armas dos produtores contra esta doença de grande impacto na tilapicultura nacional”, opinou o Diretor do Centro de Pesquisa de Aquicultura, pesquisador científico Leonardo Tachibana. 

O Centro de Pesquisa de Aquicultura desenvolve ainda pesquisas científicas para o desenvolvimento de vacinas contra outras bactérias: Francisella noatunensis subsp. orientalis, Streptococcus agalactiae (tipo Ib e III) e Aeromonas hydrophila, assim como estudos para a produção de uma vacina polivalente. O uso das vacinas no cultivo de peixes tem se tornado uma ferramenta importante para o controle de enfermidades bacterianas e virais.

O diretor explica que “o uso de antibióticos para o tratamento de doenças bacterianas na Aquicultura também traz uma série de preocupações em relação ao impacto dos resíduos no meio ambiente, e na segurança alimentar da população.

A sua utilização também tem sido muito questionada devido à proliferação de bactérias resistentes, que podem representar um risco para a saúde de outras espécies animais, bem como a humana”.

 

Fonte: Colpani - Grupo Águas Claras, 22/Junho/2020 (https://www.grupoaguasclaras.com.br/ip-apta-estuda-vacina-para-bacteria-f-noatunensis-subsp-orientalis)

Endereço IP

Previsão do Tempo