Coronavírus: ações em SP

Comunicado ao público

Saiba como escolher, armazenar e preparar adequadamente o seu pescado

Referência no Brasil, programa do IP monitora a produção pesqueira na costa de São Paulo

Boletim do Instituto de Pesca: pioneirismo nas áreas de Pesca, Aquicultura e Limnologia

Notícias

Pesquisa da Secretaria de Agricultura analisa fatores que influem na sustentabilidade do setor de pesca

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De acordo com pesquisadora do Instituto de Pesca, pressão sobre algumas espécies de pescado pode comprometer cíclica ou permanentemente a condição das populações na natureza

Projeto de pesquisa desenvolvido pelo Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, busca compreender de que forma o setor da pesca encara a questão da sustentabilidade dos recursos pesqueiros. “Hábitos e preferências de consumo variam muito entre as distintas regiões do Brasil, seja por diferenças de origem e oferta de produtos, pela disponibilidade de outros tipos de carne, por diferenças na produção, ou mesmo por questões culturais”, afirma Marie Anne Najm Chalita, pesquisadora do IP que coordena o projeto. De acordo com ela, para atender à crescente demanda do brasileiro por pescado, a indústria aumenta a exploração dos organismos de maior preferência do consumidor e, por sua vez, o perfil do consumo reforça as características predatórias da atividade, num mercado marcado pelo baixo valor agregado, o que acaba impactando as populações destas espécies-alvo. “O preço do pescado também é fator inibidor do consumo sustentável e define, em grande medida, as espécies de peixe e frutos do mar que serão adquiridas”, acrescenta.

Marie Anne pontua que uma das dificuldades em tornar o consumo do pescado sustentável no país é a falta de instrumentos institucionais de qualidade que orientem o consumidor no ato da compra. “Quando a qualidade não estabelece a relação entre espécie, características sensoriais e situação dos estoques de maneira transparente, junto ao consumidor, a atividade pesqueira permanece operando com um custo de extração, mas não de exploração do recurso natural, isto é, há reposição de custos privados, mas não de custos públicos derivados do esgotamento dos recursos pesqueiros”, argumenta. “Isto ocasiona sobrepesca e comprometimento da rentabilidade da atividade, característica histórica da estrutura do mercado do pescado”, complementa.

De acordo com a especialista, apesar de estudos científicos mundo afora indicarem uma tendência de esgotamento dos recursos pesqueiros decorrente da sobrepesca em muitas regiões oceânicas e mesmo em águas continentais, ainda são poucas as ferramentas efetivas no controle dos processos de exploração. No Brasil, a situação não é diferente. “As políticas públicas voltadas à proteção da biodiversidade, no caso da pesca, compõem-se pela emissão de licenças onerosas e pela definição de períodos de defeso e, no caso do cultivo, por licenças ambientais”, elucida Marie Anne. Segundo diz, tais políticas incitam pouca adesão do mercado à sustentabilidade, fazendo com que questões relacionadas à biodiversidade sejam observadas apenas quando há “posicionamentos voluntaristas dos agentes econômicos” em circunstâncias comerciais específicas.

Neste contexto, o projeto do IP, órgão da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, busca analisar os motivos que levam o mercado do pescado brasileiro a ser pouco flexível às imposições de ordem ambiental, não internalizando os limites de sustentabilidade da atividade pesqueira. “Parte deste setor é sensível a esta questão, mas parte não”, avalia a pesquisadora do Instituto. “Na maior parte das vezes, a pesca comercial de grande escala, por exemplo, visa atenuar barreiras ambientais originárias do campo das políticas públicas, que são tidas como barreiras aos negócios”, problematiza, adicionando que, atualmente, tem sido mais difícil avançar nesse tema, devido à recessão econômica derivada da atual pandemia.

Sustentabilidade, segurança alimentar e sanidade: o poder do consumidor

Conforme menciona a especialista do IP, o atual período de pandemia do coronavírus tem trazido à tona reflexões importantes sobre a sustentabilidade ambiental, enquanto elemento indissociável da promoção da saúde humana. “Várias frentes de discussão durante este período têm se debruçado sobre a necessidade de fazer o sistema agroalimentar global avançar no sentido da sustentabilidade ambiental, necessidade evocada principalmente pela insegurança alimentar e pela insegurança sanitária”, assegura.

Para Marie Anne, é essencial que a dimensão ambiental passe a ser frontalmente considerada num mundo de mercado globalizado. “Alinhar as transações econômicas a um consumo de massa ou a uma busca de redes de consumo mais exigentes em termos de sustentabilidade ambiental é um debate que não pode ser mais adiado”, aponta a pesquisadora. “Este debate”, complementa, “pode resultar, inclusive, em possibilidades mais favoráveis nos comportamentos futuros da balança comercial brasileira de pescado”.

Neste cenário, a especialista vê como primordial o papel do consumidor enquanto agente responsável por pressionar e induzir mudanças nas cadeias produtivas. Para ela, a relação consumo-mercado adquire hoje quatro frentes de reflexão, a partir das possibilidades de ação dos consumidores, que podem ser:

- para auxiliar os mercados a criarem dispositivos regulatórios que exijam intervenções estatais;

- para que sejam criados dispositivos regulatórios por iniciativa própria dos mercados, auxiliando na segmentação da oferta (certificações, labels; criação de mercados paralelos de circuito curto);

- como cidadãos, ao expressarem-se no espaço público (fair trade, produção agrícola ou piscicultura orgânicas);

- na criação de mercados de bens substitutos aos bens naturais (produção de carne de peixe em laboratório, difusão do veganismo, etc).

Direcionando suas demandas, a pesquisadora acredita que os consumidores passam a atingir diretamente os aspectos éticos da economia - questões socioambientais inclusas.

Público poderá visitar de forma virtual o único zoológico de insetos do Brasil

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Cerca de 90% dos museus do mundo fecharam durante a pandemia do novo coronavírus, segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O Museu do Instituto Biológico (IB-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que realiza a mostra permanente Planeta Inseto, também teve que suspender as visitações em seu espaço físico. Porém, crianças e adultos apaixonados por insetos poderão conhecer melhor esses organismos em uma versão virtual do espaço, que é o único zoológico de insetos do Brasil. Para conhecer acesse clicando aqui.

A versão virtual do Museu de Pesca conta com uma réplica da estrutura física do espaço, contendo em cada ambiente parte de seu acervo real, que é visitado anualmente por mais de 33 mil pessoas. O projeto faz parte do Venha Visitar Virtualmente (PVV) realizado pela Secretaria, que já disponibilizou visitação virtual do Museu de Pesca, mantido pelo Instituto de Pesca (IP-APTA). 

Os visitantes poderão ter acesso a informações sobre formigas, abelhas, bicho-da-seda, bicho-pau, baratas e besouros. Além disso, poderão conhecer os insetos de importância médica, saber o que é controle biológico e ver como funciona um laboratório entomológico.

“É possível ainda aprender as características que diferenciam um inseto de outros animais, como o corpo dividido em três partes (cabeça, tórax e abdômen), um par de antenas e três pares de pernas. Essa é uma das dúvidas mais comuns dos visitantes da exposição física”, conta Mário Kokubu, educador do Planeta Inseto e responsável pela pesquisa de conteúdo da exposição virtual.  No ambiente online, os visitantes podem ainda assistir a vídeos, ver fotos e toda a ambientação das salas físicas do Museu do IB.

De acordo com Harumi Hojo, coordenadora do Planeta Inseto e assessora da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), a visitação virtual é importante a curto prazo, devido à pandemia, mas também a longo prazo. “Com esse projeto, pessoas de fora da cidade de São Paulo podem conhecer a exposição e saber mais sobre os insetos, que são muito importantes para o meio ambiente e para a produção agrícola. Sempre tivemos a preocupação de levar o Planeta Inseto para outros locais, por isso, temos o projeto de museu itinerante. Porém, essa virtualização, potencializará ainda mais nossas ações”, afirma.

Planeta Inseto

O Planeta Inseto é o único zoológico de insetos do Brasil. De forma lúdica e interativa, o público recebe informações sobre o quanto os insetos estão presentes no cotidiano e sua importância para o ambiente, a produção de alimentos e a saúde humana. Estima-se que existam mais de um milhão de espécies de insetos conhecidos e que haja mais milhões a serem identificadas.

A mostra tem como público-alvo crianças e adolescentes de três a 16 anos, mas recebe visitantes de todas as idades. O público pode conhecer no local, em São Paulo, quatro espécies de abelhas sem ferrão e baratas praticando corrida, lagartas tecendo fios de seda, formigas trabalhando em sistema organizado e o bicho-pau, que se assemelha a gravetos.

Sediada no Museu do Instituto Biológico, o Planeta Inseto conta com autorização de manejo e exposição de insetos emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Desde a inauguração, em 2010, o Planeta Inseto já recebeu mais de 400 mil visitantes no museu físico e itinerante. O espaço permanece com visitas presenciais suspensas por conta da pandemia.

Venha Visitar Virtualmente

O projeto Venha Visitar Virtualmente (PVV) foi idealizado por Cibele Silva, bióloga e integrante do Centro de Comunicação e Transferência do Conhecimento do Instituto de Pesca, devido ao impedimento da visitação ao espaço físico neste momento de controle do contágio do novo coronavírus e para dar oportunidade a pessoas de fora da região e até mesmo do Estado de conhecer o acervo do Museu. O Projeto VVV foi planejado e desenvolvido por Bruna da Silva, Gabriela Pereira e Raphaela Horti, estagiárias do Instituto de Pesca.

Gabriela Pereira foi a principal responsável pelo desenvolvimento da mídia para virtualização e interatividade entre equipamento e visitante. “Criar o mapa do museu em uma versão virtual, ainda mais interativo, foi um desafio para mim, pois não sou da área de informática. Porém, meus conhecimentos de design gráfico ajudaram na parte visual e, por ser estudante de Ciências Biológicas, meu entusiasmo em poder fazer parte de um projeto que comunica a importância da preservação do meio ambiente foi a grande motivação para aprender o que não sabia e conseguir fazer a entrega”, diz Pereira.

Dia do Biólogo: Secretaria de Agricultura de SP mostra a atuação desse profissional fundamental para o setor dos agronegócios

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Os biólogos são profissionais com formação ampla para atuar em diversos campos que envolvem a vida, por isso, são fundamentais para o desenvolvimento do setor dos agronegócios. Neste Dia do Biólogo, comemorado em 3 de setembro, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo conta um pouco da atuação desses profissionais em seus seis Institutos e 11 Polos Regionais de pesquisa, que formam a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Ao todo, 144 servidores da APTA possuem graduação em biologia, atuando em diversas áreas como pesquisa científica, apoio aos estudos, comunicação e divulgação da ciência. A Secretaria conta ainda com 21 biólogos que atuam na Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS).

Leia também: Principal blog de agricultura é liderado por bióloga que atua no Centro de Citricultura do IAC

Um desses profissionais é Ana Eugênia de Carvalho Campos. Formada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Uberlândia e com mestrado e doutorado na área pela Universidade Estadual Paulista, Ana é pesquisadora e desde 2019 é diretora geral do Instituto Biológico (IB-APTA), que é referência no Brasil e no exterior em sanidade animal e vegetal e em meio ambiente.

Ana Eugênia desenvolve pesquisas com formigas, pequenos insetos que se não forem bem controlados podem gerar prejuízos imensos para a agricultura. A formação em biologia auxilia a diretora e pesquisadora a conhecer a vida das formigas e criar meios para seu controle e manejo. “Sem o conhecimento em biologia, gastaríamos produtos, tempo e dinheiro. É preciso conhecer a praga para poder controlá-la, por isso, o conhecimento proporcionado pela biologia é tão necessário para a agricultura”, explica.

Se no campo a biologia é fundamental para a colheita de bons resultados, no processamento dos alimentos não é diferente. O conhecimento em fungos e micotoxinas, por exemplo, é importante para que o alimento industrializado chegue à mesa da população em segurança. A pesquisadora do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL-APTA), Marta Taniwaki, conhece bem desse assunto.

Formada em biologia e com mestrado em agronomia e PhD em Ciência e Tecnologia de Alimentos pela The University of New South Wales, da Austrália, Marta é a única brasileira membro da International Commission on Food Mycology (ICFM) e a segunda na International Commission on Microbiological Specification for Foods (ICMSF), além de integrar o grupo técnico do comitê do Codex Alimentarius de Contaminantes de Alimentos (CCCF), coordenado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A pesquisadora desenvolveu ao longo de sua carreira de 35 anos no ITAL estudos científicos relacionados à presença de fungos e toxinas no café, na castanha do Brasil, no cacau, no amendoim e no arroz. Nas análises é considerada a contaminação que pode ocorrer da produção à mesa dos consumidores, auxiliando para que a população consuma alimentos seguros, livres de qualquer organismo que possa causar problemas à saúde.

“A formação em biologia por ser ampla, requer especialização em uma determinada área, principalmente se você for trabalhar com pesquisa. Escolhi, então, Microbiologia de Alimentos e, dentro desta disciplina, Fungos e Micotoxinas em Alimentos. Se de um lado escolhi uma área bem específica, por outro nunca deixei de pesquisar todo o ecossistema que envolve a produção de um alimento: do campo até o consumidor. O fato de eu ser bióloga me propiciou uma visão mais ampla e holística que pude empregar na pesquisa”, afirma.

Biólogos que se dedicam a levar o conhecimento da ciência para a população

A formação em biologia, dependendo da opção em bacharelado e licenciatura, viabiliza a atuação em diversas áreas como saúde, agricultura, alimentos, ambiente e educação. A formação ampla faz com que muitos biólogos se dediquem a uma atividade tão importante quanto a produção científica, que é a sua divulgação para a população.

A pandemia do novo coronavírus evidenciou alguns desses profissionais, como o biólogo Atila Iamarino, que há muitos anos se dedica a atividade de divulgação científica. Dentro dos institutos de pesquisa da APTA há também profissionais atentos a essa atividade.

Este é o caso de Laís Moreira Granato, graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Alfenas, com mestrado em genética, melhoramento e biotecnologia pela pós-graduação em Agricultura Tropical e Subtropical do Instituto Agronômico (IAC-APTA) e doutorado pela Unicamp. Atualmente, Laís atua no Centro de Citricultura do IAC e mantém o principal blog sobre agricultura do País, o Descascando a Ciência.

A bióloga conta que desde a faculdade teve a oportunidade de fazer iniciação científica e receber “bolsa”, pagamento feito aos pesquisadores com recursos públicos. E o desejo da pesquisadora era contar sobre suas pesquisas de modo que a população pudesse compreendê-las. Afinal, os investimentos em ciência vêm dos impostos pagos pela sociedade.

“A gente sabe que o que divulgamos em artigos científicos são para as pessoas da área mesmo, os cientistas. As pessoas que não têm contato com nossa área não entendem. Esse incômodo ficou guardado comigo, até que em uma reunião, no Centro de Citricultura do IAC, comentei sobre o cientista estar fechado na sua ‘bolha’. Então, buscamos uma maneira de colocar a sociedade que toma suco de laranja mais próxima dos pesquisadores que ajudam a manter a citricultura em pé”, conta.

A partir daí surgiu o Descascando a Ciência, que é um blog que traz de maneira mais simples o que os cientistas da área fazem. “Inicialmente, eu e o colega Paulo Camargo (também biólogo), mantínhamos o blog voltado às pesquisas da citricultura, mas hoje somos um grupo. Lançamos recentemente um canal do YouTube e somos muito ativos nas redes sociais, principalmente no Instagram, onde já temos mais de cinco mil seguidores e divulgamos pesquisas científicas relacionadas à área agrícola. O Descascando a Ciência mostra a ciência de maneira simples, divertida, ilustrada e colorida para as pessoas terem acesso ao que a gente faz. Somos um dos únicos canais que faz isso, há poucos canais sobre agricultura”, explica.

Cibele Santos Silva é outra bióloga que atua nos Institutos de Pesquisa da APTA na área de divulgação e comunicação da ciência. Servidora do Centro de Comunicação e Transferência do Conhecimento do Instituto de Pesca (IP-APTA), Cibele é formada no Centro Universitário São Camilo, em São Paulo e atuou durante a graduação no Museu de Zoologia da USP e no Zoo Safári. A bióloga também trabalhou em projetos de pesquisa comportamental com baleias-franca, em Santa Catarina, e passou 18 dias na Floresta Amazônica em outro estudo. Toda essa vivência auxiliou Cibele no seu trabalho no Aquário do IP, localizado em São Paulo, Capital, visitado por cerca de 50 mil pessoas, por ano.

Hoje, além de auxiliar nas atividades do Aquário, a servidora atua na transferência do conhecimento por meio de cursos e eventos. Durante a pandemia do novo coronavírus, idealizou o Projeto VVV – Venha Visitar Virtualmente, que objetiva oferecer visitação virtual de espaços de divulgação científica da Secretaria, como do Museu de Pesca. “Quando começou o período de isolamento social e fechamento dos museus, pensei que esta seria uma opção para que os espaços continuassem sendo visitados durante a pandemia, mas também depois dela, por pessoas que estão longe fisicamente dos Museus da Secretaria. A biologia me ajuda muito a colocar em prática ações de comunicação”, afirma.

Foto: Cibele Santos Silva - Aquário do Instituto de Pesca de São Paulo

Secretaria de Agricultura pesquisa criação de camarão e auxilia aquicultores a se estabelecerem na atividade

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A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Pesca (IP-APTA), realiza na Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Pirassununga diversas pesquisas técnico-científicas voltadas a diferentes espécies de organismos aquáticos. Dentre estas, estão aquelas ligadas à carcinicultura (criação comercial de camarões), com destaque para as espécies de água doce, popularmente chamadas de “pitus”. Além dos projetos de pesquisa, os pesquisadores e técnicos da UPD ministram cursos com foco no atendimento ao público em busca de informações sobre o tema, geralmente com o intuito de entrar profissionalmente na atividade.

“Somos frequentemente procurados por produtores rurais interessados em criação de camarões em águas interiores, ou seja, em áreas distantes do litoral. Entretanto, notamos que boa parte dessas pessoas não sabe que a grande maioria das criações no interior do país são realizadas com uma espécie de água doce”, conta Marcello Boock, pesquisador do IP na UPD Pirassununga. A espécie, Macrobrachium rosenbergii, conhecida como camarão-da-Malásia, ou gigante-da-Malásia, é muito difundida mundialmente e corresponde à principal espécie de camarão de água doce (CAD) criada comercialmente no Brasil, segundo o pesquisador.  “Por outro lado”, lembra Boock, “há também aqueles que acreditam que todos os camarões criados em águas interiores são exclusivamente espécies de água doce, o que não é verdade, pois atualmente já existe tecnologia para produção de camarões marinhos, em água de baixa salinidade, no interior”.

No IP, a equipe formada, além de Boock, pelos pesquisadores Helcio Marques e Márcia Galvão, em parceria com o pesquisador Sérgio Schalch, do Polo Regional Vale do Paraíba da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), tem atuado em diversas linhas de pesquisa com a carcinicultura de água doce. Entre as mais inovadoras, Boock cita a rizicarcinicultura, que é a criação de camarões de água doce em campos de arroz irrigado por inundação; o cultivo integrado com peixes (policultivos); e a criação em sistemas “pellet free” (sem ração) e em sistema orgânico. “Também desenvolvemos trabalhos com sistemas alternativos de produção de larvas de camarão (larvicultura) e produção de espécies nativas de camarões como isca-viva para pesca esportiva”, acrescenta o especialista.

Boa opção para o pequeno produtor

De acordo com o pesquisador do IP, no Brasil o cultivo do camarão-da-Malásia é uma boa alternativa para o produtor que deseja ingressar na atividade da carcinicultura fora da região litorânea. “Os camarões de água doce geralmente são criados por pequenos e médios produtores, na maioria das vezes não constituindo a sua principal atividade econômica”, comenta Boock. Esses pequenos criadores, segundo ele, normalmente utilizam mão de obra familiar e a atividade complementa a renda da propriedade rural. A produtividade média alcançada, utilizando-se sistema extensivo ou semi-intensivo, é de 1000 a 1500 quilos/hectare a cada ciclo de produção (que dura 6 meses). “Os investimentos e capital de giro nesses sistemas de produção são bem mais baixos quando comparados aos dos sistemas de produção de camarões marinhos”, pontua o especialista. “Além disso, devido à criação em baixa densidade, os camarões de água doce praticamente não apresentam problemas de doenças e os efluentes produzidos na atividade são menos impactantes, podendo ainda serem criados com baixa taxa de renovação de água”, complementa.

O pesquisador do IP comenta que, apesar de ser possível, do ponto de vista técnico, criar camarão marinho em águas interiores, mesmo longe do litoral, o alto custo de investimento inicial e capital de giro lançam dúvidas sobre a viabilidade econômica desse tipo de empreendimento em pequenas propriedades - o que pode significar mais despesas do que lucros para o produtor. “Muitas pessoas estão entrando nesta atividade sem ‘fazer contas’, influenciadas por ‘youtubers’ que só estão preocupados em vender seus cursos ou produtos”, alerta.

Diferenças entre camarões de água doce e marinhos

Boock diz que existem muitas dúvidas a respeito das diferenças entre os camarões marinhos e de água doce comumente cultivadas em águas brasileiras. Conforme elucida, duas espécies perfazem a quase totalidade da produção nacional: o camarão-da-Malásia e o camarão-branco-do-Pacífico (Litopenaeus vannamei). O primeiro é originário do sudeste asiático e passa a maior parte da vida em rios que desaguam no mar. Em cativeiro, é criado em água com salinidade zero. Já o camarão-branco-do-Pacífico, principal espécie de camarão marinho criado no Brasil, é encontrado no oceano que o nomeia e passa todo seu ciclo de vida em regiões com médias a altas salinidades, muito embora possa ser criado em água com baixa salinidade.

Uma diferença importante, segundo o pesquisador, é que os camarões de água doce geralmente são criados em baixas densidades de estocagem (100 mil pós-larvas/ha), principalmente devido ao seu comportamento territorialista e agressivo. Por outro lado, os camarões marinhos, pouco agressivos, podem ser criados em sistemas intensivos a super-intensivos, com densidades de estocagem acima de 200 mil juvenis/ha - característica que, apesar de permitir maior produtividade, pode levar ao aumento de doenças e maior emissão de efluentes.

Por fim, o pesquisador do IP esclarece uma das principais perguntas que recebe: em relação à carne de ambas as espécies, existem diferenças? “Embora a composição da carne de ambos seja muito semelhante em termos nutricionais, a ‘casca’ - o termo correto é exoesqueleto - dos camarões de água doce é mais espessa e, por isso, as formas de preparo de ambos diferem bastante”, explica Boock. O especialista diz que para se preparar e consumir os camarões de água doce é necessário, na maioria das vezes, se retirar a “casca”, enquanto o marinho pode ser preparado e consumido com ela. “Em termos de sabor, ambos são bastante semelhantes, com muitas pessoas se referindo à carne do camarão de água doce como sendo mais ‘suave e delicada’ enquanto a do marinho, como tendo um sabor mais ‘forte e pronunciado’”, detalha o pesquisador. “Embora esses conceitos de sabor sejam muito subjetivos, é certo que as estratégias de comercialização devem levar em conta todos esses fatores, para que o consumidor não se decepcione ao consumir uma espécie achando que está consumindo outra”, finaliza.

 

Foto: Marcello Boock - Despesca de policultivo de camarões de água doce e tilápias, realizada na fazenda VALED, no Vale do Paraíba.

 

Agenda

Situação e Perspectivas da Pesca no Mundo, a Importância da Pesca Artesanal e os Recentes Desafios da COVID-19

Live: Situação e Perspectivas da Pesca no Mundo, a Importância da Pesca Artesanal e os Recentes Desafios da COVID-19

Data: 30 de setembro de 2020

Horário: 15h ás 16h30

Palestrante: Márcio Castro de Souza - cargo: Oficial Sênior da Pesca da FAO

Convite: A agenda dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) coloca a segurança alimentar e o fim da desnutrição como prioridade global. Dentro dessa estrutura, a importância da pesca nos sistemas alimentares locais e globais e sua contribuição para a nutrição e a saúde, particularmente para os pobres, são negligenciadas e subvalorizadas. Melhorar a produtividade da pesca e da aquicultura é vital para reduzir a fome e a pobreza de milhões nos países em desenvolvimento. A pesca e a aquicultura sustentáveis e produtivas melhoram a segurança alimentar e nutricional, aumentam a renda e garantem a subsistência das comunidades envolvidas nestas atividades, promovendo o crescimento econômico e a proteção do meio ambiente e recursos naturais. O COVID-19 intensificou a necessidade de esforços para melhorar a segurança alimentar e nutricional em todo o mundo, demonstrando que nossos sistemas alimentares não estão preparados para suportar choques. Assim, na medida que a pesquisa se articula para dar respostas para recuperação e resistência ao COVID-19, nosso desafio aqui não é restaurar os antigos sistemas alimentares, mas discutir como transformá-los para fazer o melhor às pessoas e ao planeta.

Acesse a live:  Em breve.

 

XIV Reunião Científica do Instituto de Pesca (15ªReCIP) 2021

Reserve esta Data!

Data: 6 a 8 de abril de 2021

Breve resumo: A Reunião Científica do Instituto de Pesca – ReCIP, é um evento que proporcionará oportunidade de intercambio técnico científico entre os participantes, permitindo a geração de conhecimento e de tecnologia nas áreas de pesca e Aquicultura. Assim, o evento poderá contribuir para a orientação das pesquisas dentro deste novo conceito.

 

13° ENAR & 4° TECHNOFROG

Data:   09 a 13 de novembro de 2020

Horário: A partir das 18h

Apoio: Instituto de Pesca

Convite: O Encontro Nacional de Ranicultura (ENAR) é um evento genuinamente brasileiro, que começou em 1978, em Brasília (DF). Sua última edição ocorreu em 2011 na Universidade Federal de Uberlândia (UFU/MG). Desde então, nenhum outro evento nacional ocorreu. O ENAR sempre foi um evento de celebração e união entre produtores, técnicos, pesquisadores, professores e empresários em geral, que trabalham ou têm interesse na criação comercial de rãs. No intuito de eliminarmos esse lapso de tempo e seguindo a tendência crescente dos eventos virtuais em tempos de pandemia de Covid-19, estamos organizando o encontro no formato nacional e internacional (ENAR/TECHNOFROG), totalmente "on-line", a ser realizado entre os dias 9 e 13 de novembro de 2020.  O Tema escolhido para essa edição é "Carne de rã: a proteína aquática do milênio".

Ficou interessado?

Público alvo: Estudantes, pesquisadores e técnicos da área de Ciências Agrárias e produtores e empresários interessados na criação de rãs.

Inscrições e programação: https://www.even3.com.br/enar13online2020/

Link para o canal do ENAR no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=9Qt3LAYNn20

 

 

IP Na Mídia

Sobre o Projeto Albatroz

Coordenadora geral e fundadora do Projeto Albatroz conta detalhes sobre os primeiros passos da instituição em busca do sucesso

pela conservação de aves oceânicas, suas principais conquistas e também traça planos para o futuro

 

O ano era 1990 e você estava se graduando em Biologia em Santos (SP). Como surgiu a paixão pelas aves oceânicas, em especial os albatrozes e petréis?

Desde que cheguei em Santos comecei a exercer atividades náuticas, mergulhando na laje de santos e nos Alcatrazes com bastante frequência. Nessas ilhas, eu passei a ter contato com os ninhais das aves marinhas - não só dos atobás, que talvez sejam os mais comuns, mas também os trinta-réis e as fragatas. Essas aves me chamaram muita atenção e eu comecei a me dedicar a estudá-las, a entendê-las, e com isso conhecer mais sobre a biologia das aves marinhas e oceânicas, como os albatrozes e petréis. Logo no início da década de 90, chegou em Santos um pesquisador, aluno de pós-graduação da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), que estudava atuns. Ele desembarcou em Santos vindo de um cruzeiro de pesquisa e trouxe para o Instituto de Pesca alguns exemplares de albatrozes e petréis. As pessoas na época já me conheciam como alguém que se interessava por aves marinhas e fui chamada para identificar essas espécies. Em contato com esse estudante, Rogério de Melo, soube sobre a captura incidental de albatrozes e petréis nos barcos espinheleiros. Eu fiquei extremamente sensibilizada com a questão e em seguida, outro pesquisador e amigo, Eduardo Secchi, também veio de um barco como esse e me contou detalhes sobre a captura, porque o professor Carolus Maria Vooren já ensinava sobre o assunto em suas aulas na FURG. Então o Eduardo me apresentou a alguns mestres e comecei a fazer o monitoramento da captura nos barcos de pesca de Santos.

Hoje a produção científica nacional e em parceria com instituições estrangeiras é um dos eixos de trabalho do Projeto Albatroz. Existiam muitas informações à disposição no início do projeto? Como foram feitas as primeiras pesquisas?

Em 1991 foi publicado o primeiro artigo científico escrito pelo amigo Teodoro Vaske Júnior quantificando essa captura de albatrozes e petréis no Brasil, através de cruzeiros que ele, também aluno da FURG e do Vooren, fazia para estudar os peixes que eram capturados nesta pescaria. Ele acabou colhendo dados sobre o número de albatrozes, a interação deles com a pesca e publicou o primeiro paper quantificando dados sobre o assunto e as primeiras taxas de captura por esforço de pesca (CPUE) ou seja, o número de albatrozes capturados a cada mil anzóis. Foi algo muito alarmante para a época. Quando soube dessa problemática e dessas informações através dos alunos da FURG, comecei a fazer o monitoramento com a ajuda de alunos voluntários da Universidade Santa Cecília (Unisanta). Nos revezávamos para fazer esse trabalho diário no Terminal Pesqueiro de Santos (TPS) para abordar a frota atuneira para que os mestres das embarcações trouxessem para nós planilhas com os dados das capturas. Às vezes eles traziam as carcaças das aves para que fizéssemos a necrópsia e todo o trabalho laboratorial com apoio do Museu do Mar. Assim começou nosso trabalho, que foi apresentado depois na Primeira Conferência Internacional de Biologia e Conservação de Albatrozes e Petréis em Hobart, na Austrália. Fui convidada a apresentar os resultados, que depois acabaram se tornando o capítulo de um livro.

Naquela época, quando se deu conta de que estava criando uma iniciativa até então inédita no Brasil, quais eram seus sonhos? Quais deles você já conseguiu realizar?

Quando me deparei com o problema da captura incidental eu entendi que isso era uma emergência ambiental importante que precisava ser socorrida. Os albatrozes estavam sendo mortos, capturados indiscriminadamente em um problema que até então parecia não ter solução. Quando eu criei o Projeto Albatroz, apesar de ainda ser muito jovem, eu sabia que ia me dedicar a este assunto pelo resto da minha vida. Ter esse projeto estruturado era o meu sonho e ser reconhecida no Brasil era mais difícil do que no exterior. Nosso país é um hotspot de captura de aves e os pesquisadores estrangeiros sabem disso. Hoje temos quase 15 anos de patrocínio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental e tenho certeza que somos referência para muitas outras iniciativas socioambientais. Ao completarmos 30 anos de trabalho eu não poderia me sentir mais realizada. Porém, ainda há muito a ser feito. As medidas mitigadoras da captura foram desenvolvidas, são baratas e fáceis de usar, temos legislações que obrigam seu uso, os pescadores têm conhecimento sobre a questão, mas para a implementação dessas medidas de forma mais ampla e definitiva, ainda é necessária muita dedicação para que a gente consiga alcançar um nível de conservação adequada no Brasil e no mundo.

Como se deu a estratégia de aproximação com os pescadores para sensibilizá-los sobre a captura incidental no início dos anos 90? Qual é a importância da parceria com eles?

Quando comecei a trabalhar com os pescadores no Porto de Santos, a primeira coisa foi mostrar para os pescadores que a gente estava do lado deles. Que aquilo não era uma iniciativa com o intuito de punir, multar ou fazer julgamento de qualquer tipo sobre o trabalho que eles faziam. Pelo contrário, era uma iniciativa que mostrava que nós poderíamos ser parceiros na busca pela solução de um problema comum à pesca e ao meio ambiente, porque tínhamos ciência de que a captura não era intencional. Aos poucos, fomos conquistando a confiança dos pescadores e isso, principalmente nos primeiros anos do Projeto, foi uma das coisas mais importantes para nós. Nosso maior diferencial era tê-los ao nosso lado buscando soluções junto conosco e isso não tem preço - é nosso maior patrimônio. 

"Nosso maior diferencial era ter os pescadores do nosso lado buscando soluções junto conosco e isso não tem preço - é nosso maior patrimônio". 

Mesmo vivendo tão distantes da costa, você já teve a oportunidade de observar albatrozes de perto. Como é vê-los em seu habitat natural?

Por viverem sempre em alto-mar, os albatrozes e petréis não podem ser vistos de perto nas praias, como acontece com outras aves marinhas. Talvez por isso não sejam muito conhecidos. Porém, em lugares como Cabo Frio (RJ), é possível avistá-los com mais facilidade, principalmente durante o inverno. No litoral de São Paulo, a primeira vez que vi um albatroz foi em uma das minhas viagens de mergulho ao Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, que fica a cerca de 20 milhas náuticas da costa. É incrível.

Ver um albatroz de perto é um privilégio, porque são aves que migram distâncias incríveis todos os anos. Alguns deles contornam o continente Antártico para vir da Nova Zelândia, onde se reproduzem, para se alimentar em águas brasileiras. São aves raras e ameaçadas de extinção, por isso vê-las em seu habitat natural, com o voo planado e sua delicadeza de movimentos mesmo enfrentando fortes rajadas de vento, é algo inspirador, de uma beleza única e que enche nossos corações de esperança.

Qual foi o momento mais emocionante para você profissionalmente neste últimos 30 anos?

É difícil escolher um único momento, porque me emociono com esse Projeto todos os dias,. É emocionante, claro, ainda jovem e sem nunca ter visto um albatroz em alto-mar, quando eu estava a bordo do navio oceanográfico "Atlântico Sul" e durante uma tempestade eu até seu ponto mais alto e veio um Albatroz-viageiro planando com uma destreza estonteante. O vento em alto-mar é uma coisa magnífica, forte, poderosa, mas também é assustador para nós, seres terrestres. Enquanto eu me sentia totalmente vulnerável, aquela ave voava com as asas rígidas como se estivesse parada me vigiando. Uma emoção como essa é muito rara e me sinto privilegiada por isso.

Eu tive muitas outras boas emoções, como vitórias importantes para o Projeto, sentir a confiança dos pescadores no que estamos fazendo. Me emociono vendo nossa equipe se dedicando para fazer o melhor trabalho possível para ajudar na conservação marinha, seja no administrativo, na comunicação, na educação ambiental. Me emociona ver as pessoas mobilizadas pela causa ambiental, ver as crianças fazendo parte desse processo e os professores criando atividades para abordar esse tema. Me emociona ver os futuros líderes ambientais que fazem parte do Coletivo Jovem Albatroz deixando o grupo e buscando seus próprios objetivos, construindo seus próprios projetos em prol do meio ambiente. Também me emociona ver o poder público tomando iniciativas e colocando a conservação dos albatrozes na agenda nacional, criando um plano nacional para combater as ameaças aos albatrozes, ver o Projeto Albatroz nas redes sociais, em um programa de TV, na primeira página de um jornal, mostrando que as pessoas realmente se importam com isso e que é uma questão importante para a sociedade de maneira geral. Em um mundo onde o imediatismo e o consumismo imperam, ver as pessoas se importando com essa causa me emociona demais.

"Em um mundo onde o imediatismo e o consumismo imperam, ver as pessoas se importando com a causa ambiental me emociona demais".

Quais são os planos para o futuro do Projeto Albatroz?

O Projeto Albatroz ainda almeja crescer. Uma das coisas importantes em termos institucionais que nós vamos fazer é a criação de um Centro de Visitação e Educação Ambiental Marinha na cidade de Cabo Frio (RJ). Ele será uma ferramenta essencial para o envolvimento tanto da comunidade local, através de ações e projetos voltados para capacitação das pessoas e geração de empregos diretos. É um projeto que tem o viés da comunicação para turistas e outros públicos fundamentais, mas ele tem também uma índole social. Para o Centro, também temos uma série de atividades voltadas aos pescadores, entre elas cursos de capacitação para a formação ambiental. 

Qual mensagem você deixaria para aqueles que também lutam pela conservação ambiental?

Estamos prestes a entrar na década dos oceanos, de grande importância para a biodiversidade que ele abriga, lembrando o quanto é fundamental este meio ambiente para a manutenção da vida como um todo, e convidar a todos para que se engajem nesta questão. Acessando o site http://decada.ciencianomar.mctic.gov.br/, é possível saber mais sobre a programação para a década e de que forma todos podem e devem se engajar nesta questão. Não fique de fora. Se informe e dê sua contribuição para a Década dos Oceanos. Se todos nós fizermos a nossa parte, poderemos conservar e resguardar este ambiente para as gerações futuras.

 

Fonte: Projeto Albatroz Brasil, 03 agosto 2020 (https://projetoalbatroz.org.br/sobre-o-projeto-albatroz/noticias/sabia-que-ia-me-dedicar-a-este-assunto-pelo-resto-da-minha-vida)

Comercialização na pesca artesanal

Fonte: Jornal Martim-Pescador, edição julho-agosto, 02 agosto 2020 (https://www.jornalmartimpescador.com.br/edicoes)

APA discute regularização do Trynet

Fonte: Jornal Martim-Pescador, edição julho-agosto, 02 agosto 2020 (https://www.jornalmartimpescador.com.br/edicoes)

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