Em 2021 BIP tem Fator de Impacto aumentado

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  • Secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo visita o Centro Avançado de Pesquisa do Pescado Marinho do Instituto de Pesca

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    Secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, equipes e convidados no Centro Avançado de Pesquisa do Pescado Marinho

    O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP, Itamar Borges, e o secretário-executivo, Francisco Matturro, visitaram o Centro Avançado de Pesquisa Marinho do Instituto de Pesca, acompanhados pelo coordenador da APTA, Sergio Tutui, pela diretora do IP, Cristiane Neiva, e pela diretora de Centro, Thais Moron.

    O Centro, localizado em Santos, tem como atribuição gerar, adaptar e transferir conhecimento científico e tecnológico para agronegócio do pescado marinho, visando o desenvolvimento socioeconômico e ambientalmente sustentável nas áreas de pesca, maricultura, tecnologia, qualidade e sanidade do pescado.

    "O objetivo aqui é me colocar à disposição de vocês. O nosso propósito é apoiar, dar condições, ouvir, dialogar e tentar transformar em realidade as demandas internas e externas. Um dos exemplos é os R$ 52 milhões liberados nesta semana pelo governador, João Doria, e vice-governador, Rodrigo Garcia. Quanto mais darmos condições para nossos pesquisadores para acelerar os resultados, melhor será para todo o Estado", afirmou Borges.

    "É importante destacar que toda vez que uma pessoa de SP coloca um pescado na boca, tem o Instituto de Pesca. Se você come atum, sardinha, mexilhão, polvo ou tilápia, tem Instituto de Pesca", destacou Tutui, que é pesquisador do Instituto.

    A equipe conheceu a Unidade Laboratorial de Referência em Controle Estatístico da Produção Pesqueira Marinha, responsável por coordenar o Programa de Monitoramento da Atividade Pesqueira Marinha de SP, que abriga o maior acervo de dados pesqueiros no Brasil, com registros desde 1958.

    O grupo também passou pela Unidade Laboratorial de Referência em Tecnologia do Pescado, que atua na promoção do consumo desse alimento, desenvolvendo papel importante para a qualidade do pescado e de produtos e processos com vistas a segurança alimentar e nutricional.

    Estiveram presentes também Hemerson Calgaro, diretor da EDR; Milton Gonçalves, diretor da Agem, Ciaglia, diretor do Sindicato dos Armadores de Pesca; Roberto Imai, diretor Compesca/Fiesp; Jorge da Silva, diretor do SINPESCATRAESP; Orlando Melo de Castro, assessor da SAA.

     

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  • Governo de SP anuncia investimento recorde em pesquisa agropecuária

    investimento

    Estado confirma liberação de R$ 52 milhões para modernizar sedes e laboratórios de institutos na capital e interior

    O Vice-Governador, Rodrigo Garcia, e o Secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Itamar Borges, anunciaram nesta terça-feira (27), em Campinas, investimento estadual recorde de R$ 52 milhões nos institutos de pesquisa ligados à Secretaria de Agricultura. O valor será usado na modernização das unidades para aprimorar o atendimento a demandas de inovação e pesquisa do agronegócio de São Paulo e do Brasil.

    Durante o evento, foram entregues um produto natural para controle de nematoides na cultura da soja, duas novas cultivares de feijão carioca e uma cultivar de uva. Também foram entregues 31 drones com a finalidade de acompanhamento dos Planos de Regularização Ambiental (PRA) elaborados pela Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS/CATI).

    “O investimento em pesquisa é fundamental para que a gente continue mantendo o agro de São Paulo e do Brasil como referências para o mundo. Foi em São Paulo, nos nossos institutos, que os grandes desenvolvimentos do agronegócio ocorreram. Foi daqui que saiu a iniciativa da Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária] e tantas outras que tornaram o Brasil uma potência do agronegócio”, afirmou Garcia.

    A cerimônia foi realizada na fazenda Santa Elisa do IAC (Instituto Agronômico), um dos mais tradicionais polos de pesquisa do agro na América Latina. Segundo a Secretaria de Agricultura, o investimento atual configura o triplo do maior repasse estadual para pesquisa agropecuária. Em 2009, o Governo de São Paulo repassou R$ 17 milhões a seis institutos e 11 polos regionais da pasta.

    “Este é um recurso complementar que vem fazer a diferença para esse momento. Mostra o quanto o Governador João Doria e o Vice-Governador Rodrigo Garcia são sensíveis, apostam e acreditam na ciência. Se estamos onde estamos com o agro, se chegamos onde chegamos é por causa da pesquisa. Se temos condições de avançar, é também através da pesquisa e dos nossos Institutos. Seja para enfrentar os desafios do mundo, como o aumento da produtividade e a redução de áreas, até para enfrentar desafios como os climáticos”, afirmou Borges. O Secretário também lembrou o apoio dos deputados federais Arnaldo Jardim e Baleia Rossi para a conquista dos novos recursos.

    O coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), Sergio Tutui, disse que o investimento em pesquisa traz resultados financeiros em pouco tempo. “Um estudo da APTA de 2017 demonstra que a cada um real investido nas nossas unidades, R$ 12,20 retorna para o setor produtivo. Nos próximos anos vamos gerar em novos produtos, processos e negócios mais de meio bilhão de reais”, explicou.

    Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e coordenador do Centro de Agronegócio na Escola de Economia de São Paulo da FGV, participou do ato e comemorou os novos recursos. “Nenhum país, nenhum estado, nenhuma cidade têm futuro sem investimento em ciência. Eu fico muito feliz com essa solenidade, porque o Governo de SP demonstra confiança na ciência e mostra isso de fato”, afirmou.

    O prefeito de Campinas, Dario Saad, lembrou que Campinas é a única cidade não capital a ser considerada como uma metrópole pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Um dos fatores que os pesquisadores colocam para que a gente tenha esse feito, é a presença histórica na cidade os Institutos de Pesquisa do Estado de São Paulo”, disse.

    Recursos serão usados para modernização e ampliação de estruturas de pesquisa

    De acordo com informações da APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios), parte do investimento vai permitir a implementação de mais de 50 soluções tecnológicas que os institutos estaduais vão entregar até o fim deste ano. O aporte também vai assegurar modernização e ampliação de imóveis, além da criação de hubs de inovação e suporte para startups com perfil para o agronegócio.

    “A ideia é criar um sistema em rede inicialmente nos ambientes de São Paulo, Campinas, Nova Odessa e Ribeirão Preto, aplicando isso para outras regiões no futuro e formando uma Rede de Inovação do Agro. Também vamos acelerar a transferência de tecnologia para os diferentes setores do agronegócio, colaborando para a geração de empregos, segurança alimentar, alimento seguro e de menor impacto ambiental”, explicou o Coordenador da APTA, Sergio Tutui.

    No Instituto Biológico (IB-APTA), com Sede na Capital paulista, os recursos serão empregados para ampliação da capacidade de produção de antígenos para teste de brucelose e tuberculose em bovinos, com vistas a atender toda a demanda nacional. O Laboratório de Resíduos de Pesticidas em Alimentos do Instituto será modernizado para qualificá-lo para realização de análise em qualquer alimento e com todas as moléculas de defensivos agrícolas contaminantes, atendendo assim, programas governamentais e da iniciativa privada relacionados à alimentos seguros. O Instituto também possui unidades de pesquisa espalhadas em Campinas, Descalvado, Pindamonhangaba, Sorocaba, Araçatuba, Votuporanga, Ribeirão Preto e Bastos.

    No Instituto Agronômico (IAC-APTA), sediado em Campinas, o investimento será fundamental para continuar e intensificar os programas de melhoramento genético vegetal, a fim de fornecer aos agricultores materiais mais resistentes a pragas e doenças e aos efeitos climáticos extremos. Também serão aprimorados laboratórios de pesquisa e de prestação de serviços ao setor e desenvolvidos estudos relacionados à agregação de valor na produção agrícola, promoção da inovação e da sustentabilidade ambiental. O IAC também possuiu Centros de pesquisa em Jundiaí, Cordeirópolis, Ribeirão Preto, Capão Bonito, Mococa, Jaú, Itararé, Votuporanga e Tatuí.

    Com sede em Campinas, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-APTA) investirá os recursos para implantar novas linhas de pesquisa e análises que avaliem a segurança, inocuidade e saudabilidade dos alimentos produzidos e consumidos pela população. Também será ampliada a capacidade de oferta de serviços tecnológicos às pequenas e médias indústrias de alimento paulista, aumentando a competitividade das empresas e agregando valor aos produtos do agro por meio da inovação em ingredientes, formulação de produtos e embalagens.

    No Instituto de Zootecnia (IZ-APTA) os investimentos serão utilizados para acelerar a definição de parâmetros para pecuária sustentável em sistemas de produção com redução da emissão de GEE, permitindo ao IZ ser certificador de empresas de pecuária e de seus produtos. O recurso possibilitará também o Instituto ser certificador de produtos de origem animal, garantindo origem. A ideia é oferecer o Selo IZ de pureza genética em produtos lácteos. O IZ possui sede em Nova Odessa e unidades de pesquisa em Sertãozinho, Ribeirão Preto, Registro, Piracicaba e São José do Rio Preto.

    Os investimentos previstos para o Instituto de Pesca (IP-APTA), sediado na capital paulista, vão garantir ações de apoio à gestão dos recursos naturais aquáticos, atendendo as necessidades de sustentabilidade da qualidade da água em projetos de aquicultura e oferecendo serviços aos aquicultores paulistas para suporte aos procedimentos para licenciamento ambiental e de monitoramento dos empreendimentos aquícolas. As unidades do IP em Santos, Campos do Jordão, Pirassununga, São José do Rio Preto, Cananeia e Ubatuba também poderão receber recursos.

     

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    Nova biotecnologia para cultura da soja

    Durante o anúncio, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo fez lançamento e entregas. Um deles foi o lançamento de uma nova biotecnologia desenvolvida pelo Instituto Biológico e a multinacional canadense Lallemand Plant Care para controle de nematoides de galhas e cisto da soja, organismos que podem causar prejuízos de até R$ 16,2 bilhões para a cadeia produtiva, segundo a Sociedade Brasileira de Nematologia.

    O bionematicida LALNIX RESIST, com lançamento previsto para esse segundo semestre, será uma ferramenta para o manejo de nematoides endossando a importância dos biológicos para uma agricultura responsável. Além disso, a biotecnologia configura o primeiro contrato de licenciamento realizado pelo IB de forma exclusiva, com o amparo legal da Lei de Inovação e de Decreto Paulista. O contrato teve interveniência da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag). O licenciamento garantirá ganho de royalties para a Instituição que será revertido para novas pesquisas.

    Feijão carioca para atender demandas da cadeia produtiva e consumidores

    O Instituto Agronômico entregou duas novas cultivares de feijão do tipo carioca, a IAC 1849 Polaco e a IAC 2051. A IAC 1849 Polaco foi desenvolvida para atender às demandas da cadeia produtiva do feijão e oferecer produto de alta qualidade, com tolerância ao escurecimento do grão e baixo tempo de cozimento, além de ciclo precoce na lavoura. Essas características são as mais desejadas nesse segmento e agregam valor ao produto final.

    A IAC 2051 foi desenvolvida com o objetivo de atender às exigências do consumidor, que busca por grãos claros e de rápido cozimento, com qualidade de caldo e sabor. A IAC 2051 cozinha em cerca de 30 minutos e seu teor de proteína é de 20%. Para a cadeia de produção, a mais recente cultivar de feijão carioca do IAC oferece elevado potencial produtivo, tolerância ao escurecimento dos grãos, tolerância para o patógeno da antracnose e para os patógenos da murcha de fusarium e crestamento bacteriano.

    Cultivar de uva indicada para a produção de vinho

    A cultivar de uva IAC Ribas também foi entregue ao setor produtivo no evento. O material, fruto do cruzamento entre as cultivares Syrah e Seibel, se destaca por ter cachos com boa conformação, de tamanho médio, forma de baga redonda, sabor neutro bom e coloração levemente âmbar, além de alto teor de sólidos solúveis, ótima fertilidade de gema e facilidade de manejo de cachos. Outra característica interessante é sua boa estrutura e características químicas para elaboração de vinhos. Produtores de Jundiaí, Jarinu, Bragança Paulista e Indaiatuba já estão comercializando vinhos produzidos com a cultivar.

    31 drones para Planos de Regularização Ambiental

    A Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS/CATI) recebeu no evento 31 drones, que serão distribuídos para suas Regionais e para o seu Departamento Ambiental. Outros dez drones já foram entregues durante atos realizados no interior do estado de São Paulo na semana passada. O objetivo é o acompanhamento dos Planos de Regularização Ambiental (PRA), elaborados a partir dos Cadastros Ambientais Rurais preenchidos via Sicar.

    Os drones serão usados nas etapas de análise, acompanhamento e monitoramento das áreas de restauração florestal dos imóveis inscritos no CAR, com Planos de Regularização Ambiental (PRA) aprovados, possibilitando uma maior e melhor dinâmica na execução das análises e no acompanhamento e monitoramento das áreas que serão objeto de restauração florestal no âmbito do Estado de São Paulo.

    Exposição

    A CDRS/CATI também fez a exposição dos resultados do projeto PAA – kit Cesta Verde, que distribui alimentos comprados de agricultores familiares às famílias em vulnerabilidade social em 149 municípios paulistas, uma parceria que envolve os governos federal, estadual e municipal. De abril a junho deste ano mais de 100 mil cestas foram entregues.

    O evento contou ainda com estandes de exposição dos Institutos, CDRS/CATI, Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro), Prefeitura de Campinas, Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag) e Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola (Fundag).  

    Participaram também da cerimônia: secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen; secretário-executivo da SAA, Francisco Matturro; diretor-presidente do CTA/FAPESP, Carlos Américo Pacheco; presidente Ocesp, Edivaldo Del Grande; deputado federal, Arnaldo Jardim; coordenador da Codeagro, Celso Matsuda; Coordenador da CDA, Luis Fernando Bianco; Coordenador da Cati, Alexandre Grassi; presidente do Conselho de Administração da Fundepag, Ricardo Ferraz; diretor-presidente da Fundag, Orivaldo Brunini; chefe de gabinete da Secretaria de Agricultura, Ricardo Lorenzini; assessor técnico, Orlando Melo de Castro; assessor técnico, Alberto Amorim; diretor do IZ, Enilson Ribeiro; diretora do Ital, Eloisa Garcia; diretora do IP, Cristiane Neiva; diretor do IEA, Celso Vegro; diretora do IB, Ana Eugênia; diretor da APTA Regional, Daniel Gomes; diretora do Departamento de Gestão Estratégia, Renata Heleno Branco; diretor do IAC, Marcos Landell; deputado estadual, Dirceu Dalben; deputado federal, Arnaldo Jardim; deputado federal; Roberto Alves; deputado estadual, Rafa Zimbaldi; deputado estadual, Gilmaci Santos; gerente de Relacionamento JBS, Leopoldo Mendonça; presidente APA avicultura, Érico Pozzer.

     

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    Assessoria de Comunicação

    Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

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  • Projeto internacional com participação do Instituto de Pesca apresenta resultados sobre sustentabilidade na pesca de arrasto do camarão

    ted3Iniciativa coordenada pela FAO visa diminuir impactos da atividade sobre outras espécies marinhas

    O Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, participou da parte paulista do projeto Manejo Sustentável da Fauna Acompanhante da Pesca de Arrasto na América Latina e Caribe (conhecido como Rebyc II - LAC), iniciativa da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). No Estado, as atividades de teste do uso de dispositivos que impedem ou reduzem a captura de tartarugas e outros animais marinhos durante a pesca de camarão se concentraram em Ubatuba.

    “A pesca de arrasto do camarão possui uma importância extrema, principalmente quando levamos em consideração os fatores sociais e econômicos, pois é feita em sua maioria por pescadores artesanais”, avalia o pesquisador do IP Venâncio Guedes de Azevedo. “Há uma geração e distribuição de renda muito grande ao longo dessa cadeia produtiva”, assegura.

    Apesar disso, expõe o especialista, os impactos ambientais desta modalidade pesqueira não podem ser desconsiderados. “Esta pescaria é realizada pelo arrasto de uma ou duas redes em formato de funil e que trabalham junto ao fundo do mar em busca do camarão, que é o objetivo da operação”, diz o especialista. No entanto, como a modalidade é pouco seletiva, o pesquisador aponta que leva à captura incidental de diversas espécies aquáticas que não são o alvo inicial da pescaria - a chamada fauna acompanhante. Dentre estas, parte é aproveitada pelos pescadores, por ter valor comercial (fauna estocada), e parte é descartada ao mar (fauna descartada, ou bycatch).

    Pesquisa a favor da vida animal

    Visando tornar a atividade mais sustentável sem perder de vista a complexidade da cadeia produtiva, a FAO lançou o programa Rebyc II - LAC, contando com financiamento do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF). A iniciativa abrange seis países da América Latina e Caribe onde a pesca de arrasto é comum e tem relevância socioeconômica: Brasil, Colômbia, Costa Rica, México, Suriname e Trindade e Tobago. No caso brasileiro, compreende 15 estados e está sob coordenação da Secretaria de Aquicultura e Pesca federal (SAP/MAPA), contando com a participação de institutos de pesquisa, universidades, ONGs, comunidades de pescadores e outros agentes públicos e privados. De acordo com os organizadores, trata-se da maior iniciativa oficial voltada para pesca de camarão já realizada no país

     

    TED Ubatuba

    Conforme explica Azevedo, o Rebyc II - LAC busca atingir diversos objetivos com o propósito de promover a gestão sustentável e a redução de desperdícios na pesca de camarões. Dentre as metas brasileiras, está a realização de levantamentos sobre a captura incidental associada à pesca de camarão e a ampliação do uso de dispositivos desenvolvidos para mitigar a captura da fauna acompanhante durante a atividade. Em Ubatuba, essa ação foi realizada por um grupo formado pelo Instituto de Pesca, Fundação Projeto Tamar, ICMBio/CEPSUL, Prefeitura Municipal, além de pescadores, redeiros e armadores de pesca, para realizar o teste do uso de um desses recursos, o Dispositivo Excluidor de Tartarugas (TED). Acoplado

    às redes de pesca, o TED permite que as tartarugas marinhas e outros organismos sejam excluídos através de uma abertura posicionada na parte superior ou inferior da rede, enquanto os camarões continuam sendo capturados.

    Poupando tartarugas, mas não só

    Para coletar informações e testar o uso do dispositivo, a equipe realizou expedições junto aos pescadores de camarão. Ao todo foram realizados três cruzeiros de pesca, com 30 lances de pesca em cada um. A rede do experimento estava equipada com o TED e a rede controle, sem o dispositivo. Dois desses cruzeiros foram realizados em barcos que têm o camarão-rosa como espécie-alvo principal e o terceiro foi feito por uma embarcação cujo alvo é o camarão-sete-barbas.

    Nos dois casos, foi possível identificar benefícios que vão além da preservação das tartarugas. “Como resultado dos experimentos, não houve nenhuma captura de tartaruga usando o TED e o rendimento de captura de camarão-rosa foi semelhante nas duas redes (com e sem TED)”, comemora Azevedo. Conforme conta, no caso do camarão-sete-barbas, apesar de uma pequena diminuição no volume pescado, houve também uma diminuição significativa na quantidade de fauna rejeitada. “No caso das espécies de elasmobrânquios (tubarões, raias e quimeras), o uso do TED levou a uma diminuição de até 50% nas capturas acidentais de algumas espécies”, diz o especialista. As pesquisas focaram em duas espécies, consideradas vulneráveis: raia-viola (Pseudobatos horkelli) e raia-viola-de-cara-curta (Zapteryx brevirostris). “Apesar de visar diretamente as tartarugas, o dispositivo acaba sendo benéfico também para as populações de outros grupos de animais”, reitera o pesquisador. Outro benefício identificado por alguns pescadores foi uma economia no uso de combustível das embarcações, devido ao fato de animais maiores ou mesmo lixo não ficarem retidos, o que gera peso extra.

    De acordo com Azevedo, apesar de haver legislação específica exigindo o uso do TED no Brasil desde 1994, era necessário um trabalho de conscientização e treinamento dos pescadores, para que soubessem instalar corretamente o dispositivo nas redes, lacuna que o Rebyc buscou preencher. Na opinião do pesquisador do IP, o sucesso da empreitada só foi possível em virtude da adoção de um modelo participativo de trabalho. “Priorizamos a participação coletiva junto aos principais atores envolvidos - pescadores, redeiros, pesquisadores e órgãos públicos relacionados à pesca - para nos ajudar a moldar os experimentos”, ressalta Azevedo.

    Resultados acessíveis

    A FAO disponibilizou, em seu canal do Youtube, uma série de vídeos contando um pouco mais sobre o projeto e os resultados já alcançados. O material traz a participação de muitos dos envolvidos e imagens interessantes sobre o trabalho desenvolvido. De acordo com informes da Organização, entre as principais conquistas obtidas pelo projeto no Brasil estão a construção de uma proposta de plano nacional de gestão da pesca de camarão; a capacitação de técnicos, gestores de pesca e pesquisadores; a implantação de mecanismos de pesca inéditos; a caracterização da fauna acompanhante; e a valorização da extensão pesqueira e da educação ambiental.

    Em virtude do êxito obtido com o teste realizado em Ubatuba, também foram elaborados filmes resultantes da pesquisa participativa sobre o uso do TED pela frota de arrasto de camarão. Estes foram idealizados por Azevedo em parceria com Bruno Giffoni, da Fundação Projeto Tamar, e apresentam de forma didática as informações gerais sobre a pescaria, o TED, os elementos que motivaram a construção dessa iniciativa e os resultados obtidos. Tudo isso mostrado por meio dos pontos de vista de seus diferentes participantes. Para ter acesso aos materiais, acesse os links: vídeo 1vídeo 2vídeo 3 vídeo 4.

    Os vídeos foram elaborados antes da pandemia de Covid-19 e prestam homenagem ao pesquisador Fabio Hazin, coordenador do projeto Rebyc II-LAC no Brasil, que faleceu em consequência de complicações desta doença.

    Crédito imagens: Venâncio Guedes de Azevedo

     

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  • Em Campos do Jordão, Secretário de Agricultura visita unidade do Instituto de Pesca que desenvolve pesquisas com trutas

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    Com o termômetro marcando -4° graus em Campos do Jordão, a quinta-feira, dia 22, começou com o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Itamar Borges, e o secretário executivo, Francisco Matturro, conhecendo os projetos e pesquisas da Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro de Pesquisa de Aquicultura, do Instituto de Pesca, vinculado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da Secretaria de Agricultura.

    Criada em 1964 para promover o desenvolvimento da truticultura nas regiões serranas do Sudeste brasileiro, a Unidade de Pesquisa de Campos do Jordão se mantém na vanguarda, ao desenvolver projetos de pesquisa na área de biotecnologia, que permitiu resultado inédito que viabilizou a produção de salmão do Atlântico Norte em águas brasileiras, por meio de processo de aceleração da reprodução do peixe.

    Anualmente, a unidade de pesquisa transfere ovos de truta para 50 produtores, aproximadamente, atendendo 10% da demanda nacional por ovos. Mais de um milhão de ovos são disponibilizados por ano, que são usados para melhorar a qualidade de 210 toneladas de truta produzidas no Brasil.

    Durante a visita, o secretário de Agricultura observou as atividades dos tanques de cultivo das trutas amarela e azul, o Centro de treinamento em truticultura, o tanque desarenador, o tanque de matrizes reprodutivas e o Laboratório de manejo reprodutivo e incubação, onde foi demonstrado o manejo e desova das trutas.

    O coordenador da Apta, Sérgio Tutui, sua esposa, Simone Paron; a chefe da unidade, Neusa Takahashi, e a ex-pesquisadora responsável pela unidade, que trabalhou por 43 anos no local, Yara Tabata, recepcionaram o secretário Itamar Borges.

    Na unidade, o pós-doutorando, Arno Butzge, falou da sua pesquisa para desenvolvimento de linhagens de truta com resistência a maiores temperaturas, pensando em sustentabilidade e nas mudanças climáticas, e o doutor Túlio Yoshinaga, falou do projeto em que desenvolve sobre reprodução de truta para preservação de espécies em risco de extinção.

    Também estiveram presentes: a diretora do IP, Cristiane Neiva; a pesquisadora visitante, Daniele Dias; o pesquisador científico, Gianmarco Silva; o chefe operacional da Unidade, Luís Roberto da Silva; o auxiliar operacional, Antônio Donizete; a técnica de apoio, Rosana; e o representante do vereador de Campos do Jordão, Gustavo Maximino, o assessor Francisco Granato.

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Agenda

Curso on-line: Criação de camarões de água doce

Data: 6 de agosto

Horário: 9h às 17h

Realização: Centro de Pesquisa de Aquicultura

Número de Vagas: 25

Coordenação: Dr. Helcio L. A. Marques (Pesquisador Científico - Instituto de Pesca)

                         Dr. Marcello Villar Boock (Pesquisador Científico - Instituto de Pesca)

                         Dra. Marcia Santos Nunes Galvão (Pesquisador Científico - Instituto de Pesca)

Breve resumo: O curso apresentará a carcinicultura de água doce de uma forma básica, a fim de proporcionar ao aluno a percepção de poder ou não se tornar um produtor de camarões. 

Informações: Caso tenha alguma dúvida ou dificuldade em relação à inscrição, entre em contato com a Fundag pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone: (19) 3739-8035.

Dúvidas em relação ao curso, entre em contato com o Prof. Dr. Helcio, coordenador do curso, pelo telefone (19) 99604-2601.

Público-alvo: produtores, técnicos, alunos e demais interessados.

Investimento: R$ 150,00 (50% de desconto para estudantes e público com mais de 60 anos)

Inscrição: Clique aqui

Programação

09h – 09h20 – Apresentação da Instituição e do curso

09h20 – 09h30 – Apresentação dos alunos

09h30 – 10h – Introdução: Histórico do cultivo de camarões de água doce / Valor econômico / Produção no Brasil

10h – 10h30 – Aspectos biológicos / Hábitos alimentares / Ciclo de vida / Reprodução

10h30 – 10h35 –  Intervalo 

10h35 – 11h – Larvicultura

11h – 11h15 – Fatores limitantes do cultivo: Clima / Água / Solo / Logística

11h15 – 11h45 – Características dos viveiros: Tamanho / Abastecimento / Drenagem / Taludes

11h45 – 12h – Preparo dos viveiros: Limpeza do lodo / Calagem / Adubação

12h – 14h – Intervalo 

14h00 – 14h30 – Povoamento: Sistemas monofásico e bifásico / Predadores

14h30 – 15h – Manejo alimentar / Manejo hídrico / Biometrias

15h – 15h30 – Despesca seletiva e total / Abate / Conservação / Comercialização / Doenças

15h30 – 15h35  –  Intervalo

15h35 – 16h – Licenciamento do cultivo / Viabilidade econômica

16h – 16h30 – Cultivo integrado de camarões e outras espécies

16h30 – 17h – Sessão de esclarecimento de dúvidas e encerramento

OUTRAS INFORMAÇÕES IMPORTANTES

1) Recursos didáticos utilizados: videoaulas, apresentações em PowerPoint e apostila em PDF.
2) Verificação de aprendizagem: o curso verifica sua aprendizagem por meio de verificação escrita, a ser enviada ao aluno após o curso.
3) Aplicação de avaliação de reação: o aluno receberá uma avaliação de reação, após o curso, a fim de contribuir para a melhoria contínua desta ação de aprendizagem.
4) Conheça os benefícios que você receberá:
a) plantão de dúvidas diretamente com os professores, em uma sessão previamente agendada, com até 1 (uma) hora de duração, até 30 dias após o encerramento do curso;
b) recebimento das apresentações do curso em PDF;
c) desconto de 50% no preço de uma visita técnica à propriedade, para avaliação de viabilidade técnica de implantação.

Curso on-line - Processamento de produtos de pescado a base de carne mecanicamente separada (CMS)

Data: 25 e 26 de agosto de 2021

Coordenação Técnica: Cristiane Rodrigues Pinheiro Neiva e Thaís Moron Machado (IP), José Ricardo Gonçalves e Márcia Mayumi Harada Haguiwara (ITAL)

Unidade/ Grupo Especial: Unidade Laboratorial de Referencia em Tecnologia do Pescado do IP e Centro de Tecnologia de Carnes - CTC do ITAL

Público-alvo: Profissionais da indústria de pescado, responsáveis técnicos, consultores, professores, estudantes e demais interessados

Temas Abordados: O curso visa disponibilizar conhecimento sobre o produto CMS de pescado, obtido por meio de tecnologia que permite a maior recuperação de carne e o desenvolvimento de produtos, agregando valor a partes depreciadas na industrialização de diferentes espécies de peixe. Novos produtos de pescado a base de CMS são considerados inovações disruptivas, ou seja, que tem a capacidade de criar valor através da simplicidade e praticidade no atendimento a demandas por produtos saudáveis, isentos de espinhas e ossos, proporcionando um alimento seguro e de ótima qualidade, além da versatilidade para compor os produtos ready-to-eat ou pronto para o consumo. O curso avançará para o desenvolvimento de CMS e de produtos industrializados a base de CMS de pescado tanto na planta piloto do Instituto de Pesca como do CTC/ITAL, onde demonstrações do processo de obtenção e de aplicações específicas em produtos tradicionais do mercado serão enfatizadas.

Investimento: 

Profissionais
R$880,00
- Acesso a todos os módulos teóricos e práticos;
- Acesso ao chat para envio de dúvidas;
- Slides das palestras desenvolvidos pelos instrutores em formato digital;
- Após o dia 31/07, será acrescido 10%


Grupos*, professores e estudantes
R$700,00
- Acesso a todos os módulos teóricos e práticos;
- Acesso ao chat para envio de dúvidas;
- Slides das palestras desenvolvidos pelos instrutores em formato digital;
- Após o dia 31/07, será acrescido 10%
*São considerados grupos aqueles com 3 participantes ou mais de uma mesma instituição. Esta condição deverá ser negociada previamente por e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Após esta negociação, todos deverão efetuar individualmente suas inscrições e aguardar o envio de um único boleto com o desconto.

Mais informações e inscrições: Clique aqui

Programa Preliminar:

Temas a serem abordados

A importância do pescado para o Brasil
Processo de fabricação da CMS
Aspectos da qualidade da matéria-prima e da CMS
Aspectos legais relacionados a inspeção sanitária do pescado - Requisitos para a implantação de estabelecimentos de pescado
Estudo de viabilidade econômica de estabelecimento de CMS de pescado
Embalagens para CMS e produtos
Aspectos regulatórios referentes aos padrões de identidade e qualidade dos produtos
Inovações na preparação do pescado na gastronomia (Prato gourmet)
Vídeos/Aulas

Aula prática: Elaboração de almôndega, hambúrguer e reestruturado de pescado a base de CMS
Aula prática: Elaboração de linguiça cozida, salsicha, prato pronto
Palestrantes Confirmados

Alex Gonçalves – UFERSA – Universidade Federal Rural do Semi-Árido
Cristiane R. Pinheiro Neiva - Instituto de Pesca
Dario Costa - Paru Restaurante
Érika Fabiane Furlan – Instituto de Pesca
Lucio Akio Kikuchi - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Luiz Henriqe Barrochelo - CDA - Coordenadoria da Defesa Agropecuária
Luiz Henrique Nalini - Ulma Packaging
Márcia Mayumi H. Haguiwara - Instituto de Tecnologia de Alimentos
Thaís Moron Machado - Instituto de Pesca

 



 

Curso teórico-prático de Controle da Qualidade do Pescado

 Data: Evento adiado em virtude da Covid-19

Horário: 8 horas às 17h00

Realização: Centro Avançado de Pesquisa do Pescado Marinho

Breve Resumo: O curso enfoca a qualidade do pescado como fator determinante nas características do produto final. São discutidos conceitos e fatores de qualidade do pescado, dando-se ênfase aos parâmetros de avaliação. São realizadas as análises mais importantes voltadas à qualidade do pescado para o consumo, bem como, a leitura e a interpretação dos resultados destas análises.

Local: Departamento de Agroindústria de Alimentos, Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" - Universidade de São Paulo (ESALQ/USP).


Destinatários: Profissionais dos setores de controle de qualidade, pesquisa, desenvolvimento de pescado e seus derivados, professores e estudantes da área.

Apoio: Lex Experts Food Business Solutions, Christeyns Brasil e FUNDEPAG.

Coordenação: Dra. Érika Fabiane Furlan (Instituto de Pesca)

Número de Vagas: 40

Investimento: R$ 1.200,00 - profissionais;
R$ 600,00 – estudantes e servidores público.

Inscrições: Clique aqui

Informações: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. (13) 3261-2653 (Érika)

Endereço: Av. Pádua Dias, 11 - Cx. Postal 9 - Piracicaba - SP CEP 13418-900

Equipe técnica: Dra. Erika Fabiane Furlan (coord. IP), MSc.Sarah de Oliveira (Lex Experts), Dra. Juliana Antunes Galvão (ESALQ/USP) e Carla Lima Gomes (Christeyns Brasil), Dra. Renata Miranda de Carvalho (MAPA).

Programa previsto:

Dia 04/03/2021
8h – Inscrição e entrega de material
8:30h – Abertura: Apresentação da equipe técnica do curso e programa
9h – Qualidade do pescado: fatores intrínsecos e extrínsecos ao pescado
10h – Coffee break
10:20h – Boas práticas e regulação voltada a qualidade do pescado
11:20h – Parasitas em Pescado: legislação e técnicas de pesquisa
12:30h – Almoço livre
14:00h – Principais métodos analíticos para aferição da qualidade do pescado
15:00h – Aulas práticas: principais métodos físico-químicos para aferição da qualidade do
pescado e pesquisa de parasitas
16:40h - Coffee break
17:00h – Roda de conversa
19h – Jantar por adesão


Dia 05/03/2021
8h – A análise de histamina no dia a dia da indústria
9h - Riscos microbiológicos na cadeia produtiva do pescado
10h - Coffee break
10:20h – Inovação tecnológica no controle microbiológico do pescado
11:20h – Rastreabilidade na cadeia produtiva do pescado: ferramenta a serviço da qualidade
12:30h – Almoço livre
14:00h – Aula prática: métodos de coleta de amostras e detecção dos
principais agentes patogênicos
16:30h – Café com prosa
17:00h - Encerramento

IP Na Mídia

FAO Divulga Vídeos De Pesquisa Sobre Uso De TED Em Pesca De Camarão

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO/ONU) divulgou no dia 15 de julho uma série de filmes que retratam a experiência vivenciada na construção de pesquisa participativa e teste do TED – sigla em inglês para Dispositivo Excluidor de Tartarugas. A equipe da secretaria de Pesca e Agricultura de Ubatuba acompanhou todo esse processo, desde as etapas de discussão até a realização de testes e divulgação dos resultados.

O projeto Manejo Sustentável da Fauna Acompanhante da Pesca de Arrasto na América Latina e Caribe (Rebyc II – LAC), iniciativa da FAO, que visa reduzir do impacto ambiental causado pela pesca de arrasto de camarão. Esse projeto é desenvolvido em 6 países da América Latina e Caribe e no Brasil abrange 15 estados, com ampla inclusão do setor produtivo da pesca: desde os pescadores até autoridades públicas nos âmbitos municipal, estadual e federal, pesquisadores acadêmicos e organizações da sociedade civil. No Brasil, os testes do equipamento foram realizados em quatro cidades: Ubatuba (SP), Vitória (ES), Guaratuba (PR) e Pirambu (SE).

Em Ubatuba os pescadores e redeiros foram capacitados sobre a construção, instalação e uso do TED. Durante os testes, foram realizados três cruzeiros de pesca, com 30 lances de pesca em cada um sendo utilizado uma rede com TED e outra de controle, sem o equipamento.

“O teste foi muito importante para ver na prática a implantação do equipamento de forma que ele funcione, ver os custos disso e as vantagens de produzir um pescado livre de lixo, sem pegar espécies que não são interessantes ou que devem ser protegidas”, destacou Márcia Araújo, da secretaria municipal de Pesca e Agricultura, no vídeo.

Venâncio Guedes de Azevedo, Pesquisador científico do Instituto de Pesca (IP-APTA), órgão da secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, relatou que que o TED, originalmente desenvolvido para reduzir a captura de tartarugas marinhas, também beneficiou outros tipos de animais ameaçados de extinção. “Entre os resultados observados, houve redução de 15 a 50% nas capturas de espécies como as elasmobrânquios, grupo que inclui tubarões, arraias e quimeras)”, relatou o pesquisador.

“Fizemos três cruzeiros de pesca, dois em barcos destinados ao camarão rosa e um terceiro num barco que tinha como alvo o camarão sete barbas”, destacou Bruno Giffoni, coordenador do Programa Interação Tartaruga Marinha X Pesca, da Fundação Projeto Tamar. Durante esses três cruzeiros não houve captura de tartarugas marinhas. “Nós também avaliamos a fauna estocada, que é aquela que tem valor comercial para o pescador, bem como a fauna rejeitada, que é aquela sem valor e portanto, devolvida ao mar”. Nos barcos voltados para a captura de camarão-rosa a rede com TED pescou igual a rede sem TED, para a fauna estocada também não houve diferença e para fauna rejeitada a rede com TED reduziu a captura em 8,2%. Já para o barco de camarão sete-barbas houve uma pequena redução de cerca de 5% na captura de camarão, a fauna estocada reduziu em 6,6% e a captura de fauna rejeitada foi reduzida em 18,4%, comprovando que o uso do TED contribui para tornar a pesca de arrasto de camarão mais responsável.

A partir do ponto de vista de seus diferentes participantes, os quatro vídeos sobre o projeto apresentam informações gerais sobre a pescaria de arrasto de camarão, o TED, os elementos que motivaram a construção da iniciativa e os resultados obtidos. Estes foram idealizados por Venâncio Guedes e Bruno Giffoni. Todos os vídeos são em português, com legendas em inglês.

O vídeo mais longo “Teste com TED em Ubatuba-SP, Brasil”, tem cerca de 18 minutos e traz os relatos de Venâncio e Bruno, além dos pesquisadores Dérien Vernetti (Cepsul/ICMBIO/MMA), Albérico Alves Camello (FAO Rebyc II – LAC), e dos pescadores Jean Pierre Patural Jr., Adilson de Oliveira, Antônio Bernardino (Neto), Djalma Rosa (Passarinho), bem como Antonio Epifânio e Marcia Araújo, que representavam a secretaria municipal de Pesca.

Ele está disponível no Youtube em:

  •  https://youtu.be/Mqhhh_LMvRs

Já os três vídeos curtos apresentam temas específicos. Confira.

 

– Teste com TED em Ubatuba-SP, Brasil: pesquisa participativa, disponível em:

 

– Teste com TED em Ubatuba-SP, Brasil: resultados para camarão, fauna estocada e fauna rejeitada, disponível em:

 

– Teste com TED em Ubatuba-SP, Brasil: resultados para tartarugas marinhas e elasmobrânquios, disponível em:

 

Os vídeos elaborados antes da pandemia de Covid-19 prestam homenagem a Fabio Hazin, Coordenador do projeto Rebyc II-LAC no Brasil, que faleceu em consequência de complicações desta doença.

 

Fonte: Imprensa Livre, 1 agosto 2021 ( https://imprensalivre.com.br/2021/08/01/fao-divulga-videos-de-pesquisa-sobre-uso-de-ted-em-pesca-de-camarao/)

Curso on-line "Processamento de Pescado à Base de CMS", em agosto

Nos dias 25 e 26 de agosto, o Centro de Tecnologia de Carnes (CTC), do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), e o Instituto de Pesca (IP) irão realizar o curso on-line Processamento de Pescado à Base de CMS.

Voltado a profissionais da indústria de pescado, responsáveis técnicos, consultores, professores, estudantes e demais interessados, o curso visa disponibilizar conhecimento sobre o produto CMS de pescado, obtido por meio de tecnologia que permite a maior recuperação de carne e o desenvolvimento de produtos, agregando valor a partes depreciadas na industrialização de diferentes espécies de peixe.

Segundo os organizadores, novos produtos de pescado à base de carne mecanicamente separada são considerados inovações disruptivas, ou seja, que têm a capacidade de criar valor por meio da simplicidade e praticidade no atendimento a demandas por produtos saudáveis, isentos de espinhas e ossos, proporcionando um alimento seguro e de ótima qualidade, além da versatilidade para compor os produtos read-to-eat ou prontos para o consumo.

O curso avançará para o desenvolvimento de produtos industrializados à base de CMS de pescado na planta piloto do CTC, onde demonstrações do processo e de aplicações específicas em produtos tradicionais do mercado serão enfatizadas.

O evento tem patrocínio das empresas Kemin, Ulma e Damm.

Inscrições e mais informações, acesse:

https://ital.agricultura.sp.gov.br/arquivos/ctc/eventos/2021/02-pescado/

 

Serviço


Processamento de Pescado à Base de CMS

Data: 25 e 26 de agosto de 2021

Horário das aulas: das 9h às 16h (intervalo de 1h30m)

Local: Plataforma Zoom

Vagas: limitadas

Tel.: (19) 3743-1879

E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

(Reprodução/site)

 

Fonte: CarneTec Brasil, 30 julho 2021 (https://www.carnetec.com.br/Industry/News/Details/100545)

Projeto internacional com participação do Instituto de Pesca apresenta resultados sobre sustentabilidade na pesca de arrasto do camarão

 

O Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, participou da parte paulista do projeto Manejo Sustentável da Fauna Acompanhante da Pesca de Arrasto na América Latina e Caribe (conhecido como Rebyc II – LAC), iniciativa da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). No Estado, as atividades de teste do uso de dispositivos que impedem ou reduzem a captura de tartarugas e outros animais marinhos durante a pesca de camarão se concentraram em Ubatuba.

“A pesca de arrasto do camarão possui uma importância extrema, principalmente quando levamos em consideração os fatores sociais e econômicos, pois é feita em sua maioria por pescadores artesanais”, avalia o pesquisador do IP Venâncio Guedes de Azevedo. “Há uma geração e distribuição de renda muito grande ao longo dessa cadeia produtiva”, assegura.

Apesar disso, expõe o especialista, os impactos ambientais desta modalidade pesqueira não podem ser desconsiderados. “Esta pescaria é realizada pelo arrasto de uma ou duas redes em formato de funil e que trabalham junto ao fundo do mar em busca do camarão, que é o objetivo da operação”, diz o especialista. No entanto, como a modalidade é pouco seletiva, o pesquisador aponta que leva à captura incidental de diversas espécies aquáticas que não são o alvo inicial da pescaria – a chamada fauna acompanhante. Dentre estas, parte é aproveitada pelos pescadores, por ter valor comercial (fauna estocada), e parte é descartada ao mar (fauna descartada, ou bycatch).

Pesquisa a favor da vida animal

Visando tornar a atividade mais sustentável sem perder de vista a complexidade da cadeia produtiva, a FAO lançou o programa Rebyc II – LAC, contando com financiamento do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF). A iniciativa abrange seis países da América Latina e Caribe onde a pesca de arrasto é comum e tem relevância socioeconômica: Brasil, Colômbia, Costa Rica, México, Suriname e Trindade e Tobago. No caso brasileiro, compreende 15 estados e está sob coordenação da Secretaria de Aquicultura e Pesca federal (SAP/MAPA), contando com a participação de institutos de pesquisa, universidades, ONGs, comunidades de pescadores e outros agentes públicos e privados. De acordo com os organizadores, trata-se da maior iniciativa oficial voltada para pesca de camarão já realizada no país.

Conforme explica Azevedo, o Rebyc II – LAC busca atingir diversos objetivos com o propósito de promover a gestão sustentável e a redução de desperdícios na pesca de camarões. Dentre as metas brasileiras, está a realização de levantamentos sobre a captura incidental associada à pesca de camarão e a ampliação do uso de dispositivos desenvolvidos para mitigar a captura da fauna acompanhante durante a atividade. Em Ubatuba, essa ação foi realizada por um grupo formado pelo Instituto de Pesca, Fundação Projeto Tamar, ICMBio/CEPSUL, Prefeitura Municipal, além de pescadores, redeiros e armadores de pesca, para realizar o teste do uso de um desses recursos, o Dispositivo Excluidor de Tartarugas (TED). Acoplado

às redes de pesca, o TED permite que as tartarugas marinhas e outros organismos sejam excluídos através de uma abertura posicionada na parte superior ou inferior da rede, enquanto os camarões continuam sendo capturados.

Poupando tartarugas, mas não só

Para coletar informações e testar o uso do dispositivo, a equipe realizou expedições junto aos pescadores de camarão. Ao todo foram realizados três cruzeiros de pesca, com 30 lances de pesca em cada um. A rede do experimento estava equipada com o TED e a rede controle, sem o dispositivo. Dois desses cruzeiros foram realizados em barcos que têm o camarão-rosa como espécie-alvo principal e o terceiro foi feito por uma embarcação cujo alvo é o camarão-sete-barbas.

Nos dois casos, foi possível identificar benefícios que vão além da preservação das tartarugas. “Como resultado dos experimentos, não houve nenhuma captura de tartaruga usando o TED e o rendimento de captura de camarão-rosa foi semelhante nas duas redes (com e sem TED)”, comemora Azevedo. Conforme conta, no caso do camarão-sete-barbas, apesar de uma pequena diminuição no volume pescado, houve também uma diminuição significativa na quantidade de fauna rejeitada. “No caso das espécies de elasmobrânquios (tubarões, raias e quimeras), o uso do TED levou a uma diminuição de até 50% nas capturas acidentais de algumas espécies”, diz o especialista. As pesquisas focaram em duas espécies, consideradas vulneráveis: raia-viola (Pseudobatos horkelli) e raia-viola-de-cara-curta (Zapteryx brevirostris). “Apesar de visar diretamente as tartarugas, o dispositivo acaba sendo benéfico também para as populações de outros grupos de animais”, reitera o pesquisador. Outro benefício identificado por alguns pescadores foi uma economia no uso de combustível das embarcações, devido ao fato de animais maiores ou mesmo lixo não ficarem retidos, o que gera peso extra.

De acordo com Azevedo, apesar de haver legislação específica exigindo o uso do TED no Brasil desde 1994, era necessário um trabalho de conscientização e treinamento dos pescadores, para que soubessem instalar corretamente o dispositivo nas redes, lacuna que o Rebyc buscou preencher. Na opinião do pesquisador do IP, o sucesso da empreitada só foi possível em virtude da adoção de um modelo participativo de trabalho. “Priorizamos a participação coletiva junto aos principais atores envolvidos – pescadores, redeiros, pesquisadores e órgãos públicos relacionados à pesca – para nos ajudar a moldar os experimentos”, ressalta Azevedo.

Resultados acessíveis

A FAO disponibilizou, em seu canal do Youtube, uma série de vídeos contando um pouco mais sobre o projeto e os resultados já alcançados. O material traz a participação de muitos dos envolvidos e imagens interessantes sobre o trabalho desenvolvido. De acordo com informes da Organização, entre as principais conquistas obtidas pelo projeto no Brasil estão a construção de uma proposta de plano nacional de gestão da pesca de camarão; a capacitação de técnicos, gestores de pesca e pesquisadores; a implantação de mecanismos de pesca inéditos; a caracterização da fauna acompanhante; e a valorização da extensão pesqueira e da educação ambiental.

Em virtude do êxito obtido com o teste realizado em Ubatuba, também foram elaborados filmes resultantes da pesquisa participativa sobre o uso do TED pela frota de arrasto de camarão. Estes foram idealizados por Azevedo em parceria com Bruno Giffoni, da Fundação Projeto Tamar, e apresentam de forma didática as informações gerais sobre a pescaria, o TED, os elementos que motivaram a construção dessa iniciativa e os resultados obtidos. Tudo isso mostrado por meio dos pontos de vista de seus diferentes participantes. Para ter acesso aos materiais, acesse os links: vídeo 1vídeo 2vídeo 3 vídeo 4.

Os vídeos foram elaborados antes da pandemia de Covid-19 e prestam homenagem ao pesquisador Fabio Hazin, coordenador do projeto Rebyc II-LAC no Brasil, que faleceu em consequência de complicações desta doença.

 

Fonte: Bruno, Portal APqC, 29 julho 2021 ( https://portal.apqc.org.br/5634-2/)

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