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2017

“RESILIÊNCIA DA RAIA VIOLA-DE-CARA-CURTA (Zapteryx brevirostris): GANHO COMPENSATÓRIO COMPLETO, HEMATOLOGIA E HISTOPATOLOGIA”

RESILIÊNCIA DA RAIA VIOLA-DE-CARA-CURTA (Zapteryx brevirostris): GANHO COMPENSATÓRIO COMPLETO, HEMATOLOGIA E HISTOPATOLOGIA”

Autor: Veronica Takatsuka Manoel

Orientador: Eduardo Gomes Sanches

Data: 15.02.2017

Resumo:

Devido à crescente degradação do ambiente marinho, alguns peixes carnívoros podem ser submetidos a períodos de restrição alimentar. Este trabalho investiga o ganho compensatório na Viola-de-cara-curta Zapteryx brevirostris. Para isso três tratamentos foram testados: privação alimentar de 7 dias e alimentação por 14 dias (T7x14), privação alimentar por 14 dias e alimentação por 14 dias (T14x14) e alimentação todos os dias (TControle). Após 76 dias, foram tomados dados de crescimento, e realizados exames hematológicos e histopatológicos. Os resultados demonstraram que a espécie exibe ganho compensatório completo quando submetida ao tratamento T7x14 e ganho compensatório parcial quando submetida ao tratamento T14x14. O tratamento T14x14 levou ao consumo de grande parte das reservas lipídicas do fígado e a presença de anemia microcítica hipocrômica, o que reflete o comprometimento da saúde destas raias.

Palavras-chave: ganho compensatório, Zapteryx brevirostris, manejo nutricional, raia viola

 
“O CRESCIMENTO COMPENSATÓRIO PODE SER UTILIZADO COMO ESTRATÉGIA DE MANEJO ALIMENTAR PARA A GAROUPA-VERDADEIRA?”

O CRESCIMENTO COMPENSATÓRIO PODE SER UTILIZADO COMO ESTRATÉGIA DE MANEJO ALIMENTAR PARA A GAROUPA-VERDADEIRA?

Autor: Victor Costa Spandri

Orientador: Eduardo Gomes Sanches

Data: 22.02.2017

Resumo:

O crescimento compensatório pode ser uma importante ferramenta para o manejo alimentar de uma espécie. Este estudo avaliou o desempenho da garoupa-verdadeira submetido a diferentes períodos de privação alimentar durante 60 dias. Os peixes (13 indivíduos por tanque), (9,98±4,74 g e 8,1±1,5 cm comprimento total, 90 dias após eclosão), foram divididos em três tratamentos: T1 = alimentação todos os dias; T2 = alimentação cinco dias seguidos de dois dias de privação e T3 = alimentação oito dias seguidos de quatro dias de privação. Ao término do experimento uma amostra de sangue foi coletada para realizar os parâmetros sanguíneos e uma quantidade amostral de peixes foram sacrificados para a realização dos índices viscerais. A garoupa verdadeira apresentou crescimento compensatório parcial. Os tratamentos com privação alimentar apresentaram alterações nos parâmetros sanguíneos relacionados ao stress. Não se aconselha formas jovens da espécie serem submetidas a períodos de privação alimentar pelos prejuízos que esta prática pode acarretar ao desempenho produtivo e a saúde dos animais.

Palavras-chave: Epinephelus marginatus, hematologia, hiperfagia, maricultura

 
REGULAÇÕES AMBIENTAIS PERANTE A PAISAGEM SOCIAL DO MAR: EM BUSCA DE UMA TRANSIÇÃO RUMO AO CO-MANEJO DA PESCA E DA BIODIVERSIDADE MARINHA EM SÃO PAULO

REGULAÇÕES AMBIENTAIS PERANTE A PAISAGEM SOCIAL DO MAR: EM BUSCA DE UMA TRANSIÇÃO RUMO AO CO-MANEJO DA PESCA E DA BIODIVERSIDADE MARINHA EM SÃO PAULO

Autor: Camila Garcia Gomes

Orientador: Antônio Olinto Ávila da Silva 

Data: 08.04.2017

Resumo:

Áreas marinhas protegidas e outras regulações ambientais espacialmente embasadas devem garantir a proteção da biodiversidade, dos processos ecossistêmicos e dos estoques pesqueiros. Nosso objetivo neste estudo foi avaliar a congruência entre a legislação ambiental e as dinâmicas espacial e temporal da atividade pesqueira em escala regional para subsidiar potenciais estratégias de co-manejo da biodiversidade marinha e estoques pesqueiros. Usamos dados de 196.521 viagens ao longo da faixa costeira do Estado de São Paulo (Brasil) no período entre 2009 e 2014. Especificamente, estudamos os padrões geográficos de mobilidades das frotas e a variação espaço-temporal no uso de artes de pesca e nas espécies-alvo. A região de estudo representa a principal fonte de pesca para vários municípios da região. As frotas artesanais operam principalmente nas adjacências da faixa costeira, enquanto as frotas industriais prevalecem em maior profundidade. As espécies mais frequentemente capturadas foram Xiphopenaeus kroyeri, Sardinella brasiliensis e Micropogonias furnieri. Dados de biomassa mostram que as populações dessas espécies experimentam forte variações interanuais e geográficas. X. kroyeri predominam ao longo da faixa costeira, M. furnieri a distâncias intermediárias da costa e S. brasiliensis em blocos mais distantes do continente. Emalhes foram as artes de pesca mais frequentes, porém restritas às áreas próximas ao continente. Arrasto duplo foi a segunda arte mais frequente, sendo recorrente nas áreas mais distantes e na parte nordeste da região. As capturas foram maiores em áreas próximas ao continente. A região tem um total de 52 frotas. Embarcações artesanais compõem a maioria (87%) das frotas, com uma mobilidade mediana de 10 km, enquanto as frotas industriais têm distâncias medianas por viagem entre 30 km e 100 km. A lista de peixes registradas em nosso estudo tem apenas 16 espécies em comum com uma das áreas protegidas (Estação Ecológica dos Tupiniquins), acrescentando aos registros da ictiofauna local 65 espécies em 25 famílias e sugerindo uma alta reposição (turnover) de espécies entre ambientes recifais e os de águas abertas e fundos não-consolidados. Nós discutimos quatro estratégias para promover o co-manejo da biodiversidade e estoques pesqueiros em escala regional: (i) a adaptação de regulações gerais perante a dinâmica da pesca em pequena escala, (ii) o fortalecimento das bases ecológicas das regulações ambientais, (iii) o delineamento de uma rede funcional de áreas protegidas na escala regional e (iv) o diálogo entre instituições e comunidades para promover a qualidade dos dados, a aprendizagem social e a governança participativa.

Palavras-chave: áreas marinhas protegidas, co-manejo, governança participativa, mobilidade pesqueira, pesca artesanal, tragédia dos comuns.

 
NANOTUBOS DE CARBONO E ÁCIDO HÚMICO: MODIFICAÇÃO MECANOQUÍMICA, CARACTERIZAÇÃO E ECOTOXICIDADE AQUÁTICA

NANOTUBOS DE CARBONO E ÁCIDO HÚMICO:

MODIFICAÇÃO MECANOQUÍMICA, CARACTERIZAÇÃO E ECOTOXICIDADE AQUÁTICA

Autor: Francine Côa

Orientador: Edison Barbieri

Data: 29.05.2017

Resumo:

Nanomateriais de carbono são materiais promissores para diversas aplicações industriais, médicas e ambientais, visto que apresentam inéditas propriedades físico-químicas. Todavia, a superfície hidrofóbica destes materiais impede sua dispersão em meios aquosos e interação com sistemas biológicos, dificultando sua aplicação. Neste sentido, procedimentos de oxidação química são comumente aplicados a estes materiais a fim de reduzir sua hidrofobicidade. Todavia, nestes processos são utilizados reagentes químicos oxidantes fortes e altas temperaturas, potencializando a ocorrência de acidentes ocupacionais e ambientais. Neste trabalho, um método mecanoquímico ecologicamente amigável foi proposto para modificar nanotubos de carbono de paredes múltiplas (NTCPM) com ácido húmico (AH), com o intuito de produzir um material híbrido promissor (AH-NTCPM) para aplicações ambientais. As propriedades físico-químicas do AHNTCPM foram estudadas e seu potencial de aplicação para remediação ambiental foi testado em experimentos de adsorção de íons Cu(II). Ademais, uma vez que a toxicidade dos nanomateriais é um aspecto crítico, ensaios ecotoxicológicos foram realizados com organismos aquáticos (Hydra attenuata, Daphnia magna e embriões de Danio rerio). A partir dos resultados obtidos, destaca-se que o método aplicado foi eficiente em produzir modificações estruturais, morfológicas e químicas nos NTCPM, as quais resultaram em um revestimento de ácido húmico estável sobre estes. Este revestimento foi crucial para diminuir a hidrofobicidade dos NTCPM, proporcionando-lhes estabilidade coloidal em água deionizada e alta capacidade de adsorção de metais a partir de soluções aquosas. Ademais, até a máxima concentração testada (10 mg L-1 ), nenhum efeito de ecotoxicidade aguda foi observado. Desta forma, nossos resultados sugerem que o híbrido produzido é um sistema funcional e promissor para tecnologias ambientais.

Palavras-chave: moagem; funcionalização; nanomateriais; remediação; nanotoxicologia

 
"UTILIZAÇÃO DE MALHA DE COBRE PARA O CONTROLE DE INCRUSTAÇÕES BIOLÓGICAS"

UTILIZAÇÃO DE MALHA DE COBRE PARA O CONTROLE DE INCRUSTAÇÕES BIOLÓGICAS

Autora: Ana Paula dos Santos

Orientador: Prof. Dr. Eduardo Gomes Sanches

Data: 06.12.2017

Resumo:

Este trabalho teve como objetivo analisar o efeito de diferentes materiais utilizados em tanques-rede na redução das incrustações biológicas. Foram avaliadas panagens de nylon multifilamento, nylon monofilamento e uma liga de cobre com e sem a utilização de anodo de zinco. Os materiais foram mantidos no mar por 180 dias tendo seu peso mensurado no início, a cada 30 dias e no final do período experimental. As variáveis ambientais (temperatura, pluviometria, salinidade, oxigênio dissolvido, pH, ORP (Potencial de oxido-redução), amônia e variação de marés) foram mensurados durante a realização do experimento. Foram calculados os custos de cada material visando subsidiar futuros estudos de viabilidade econômica. Expressiva biomassa de organismos incrustantes foi observada nas panagens de nylon, sendo que o monofilamento apresentou menor quantidade e diversidade de organismos comparativamente ao multifilamento. A malha de cobre manteve-se sem acúmulo de biomassa de organismos incrustantes. Não foram observadas diferenças para malhas de cobre com ou sem anodo de zinco. Foi possível comprovar que a malha de cobre é eficaz como agente anti-incrustante mesmo em clima tropical onde a bioincrustação se desenvolve mais rapidamente.

Palavras-chave: malhas nylon; tanques-rede; maricultura; piscicultura marinha; bioincrustação

 
EFEITO TÓXICO AGUDO E GENOTÓXICO CAUSADO PELA FORMALINA EM Danio rerio (PEIXE-ZEBRA): AVALIAÇÃO DE CONCENTRAÇÕES SEGURAS PARA USO PROFILÁTICO NA AQUICULTURA

EFEITO TÓXICO AGUDO E GENOTÓXICO CAUSADO PELA FORMALINA EM Danio rerio (PEIXE-ZEBRA): AVALIAÇÃO DE CONCENTRAÇÕES SEGURAS PARA USO PROFILÁTICO NA AQUICULTURA

Autor: André Sangineto Resendes

Orientadora: Profª Dra. Claudia Maris Ferreira Mostério

Co-orientadora: Profª Dra. Cíntia Badaró Pedroso

Data: 07.11.2017

Resumo:

A formalina é um dos fungicidas mais utilizados na aquicultura e tem uma variedade de aplicações porque é altamente reativa, incolor, estável, pura na forma comercial e de baixo custo. É muito usada no tratamento de doenças causadas por fungos e parasitas. A formalina é uma solução aquosa com 37% a 40% de formaldeído, é volátil e irritante e causa câncer em ratos de laboratório podendo causar hipersensibilidade ao contato e danos no pulmão em humanos. É por esta razão que as concentrações ideais e possíveis resíduos da formalina que podem ser lançados no ambiente aquático precisam ser estudados. O Danio rerio ou paulistinha é uma espécie de peixe popular entre os aquaristas reconhecida internacionalmente para uso em ensaios ecotoxicológicos. Possui boa capacidade para suportar grandes variações de temperatura, pH e dureza da água e também demonstram uma ótima sensibilidade a elevado número de substâncias químicas. Assim, o objetivo deste estudo foi verificar os efeitos tóxicos e genotóxicos da formalina e determinar as concentrações letais e genotóxicas desse químico, para subsidiar seu uso seguro em processos de desinfecção nas pisciculturas comerciais. Para tanto, utilizamos ensaios agudos e crônicos utilizando-se metodologias da ASTM (American Society for Testing and Materials), pela APHA (American Public Health Association) e ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Para verificar o possível efeito genotóxico utilizamos o Teste de micronúcleos realizado nos eritrócitos do sangue periférico dos peixezebra em coletas ao longo do ensaio crônico às 0h, 96h e 192h de exposição.

A CL50-96h da formalina para o D. rerio foi de 45,73mg.L-1. Este valor está próximo das concentrações utilizadas em banhos de tratamento de doenças de peixes. Entretanto, este químico mesmo em concentrações crônicas causou mortalidade e efeitos genotóxicos ao longo do tempo nos animais. Assim recomendamos mais estudos e outros testes envolvendo este químico para o uso de concentrações ambientalmente seguras.

Palavras chave: formol, formaldeído, ensaio agudo, micronúcleo

 
RASTREAMENTO E CARACTERIZAÇÃO MOLECULAR DE RANAVÍRUS (FV3) EM RÃS-TOURO PROVENIENTES DE CULTIVOS COMERCIAIS

RASTREAMENTO E CARACTERIZAÇÃO MOLECULAR DE RANAVÍRUS (FV3) EM RÃS-TOURO PROVENIENTES DE CULTIVOS COMERCIAIS

Autora: Cinthia Rodrigues de Oliveira

Orientadora: Profª Drª . Cláudia Maris Ferreira Mostério

Co-orientador: Prof. Dr. Ricardo Luis Moro de Sousa

Data: 31.10.2017

Resumo:

As populações de anfíbios estão em declínio mundial e as doenças emergentes em acelerando esse processo. O FV3, espécie um vírus de DNA, pertencente a família Iridoviridae e gênero Ranavírus é uma doença emergente responsável por surtos de mortalidade em anfíbios silvestres e cativos e já alcançou cinco continentes. No Brasil a ranicultura teve início na década de 1930 e a espécie cultivada desde então para fins comerciais é a Lithobates catesbeianus, popularmente denominada rã-touro. A ranicultura é uma atividade consolidada no país, mas alguns produtores enfrentam problemas com a disseminação de patógenos dentro da sua propriedade, principalmente nos sistemas atuais de criação onde a densidade é elevada. Existem ocorrências antecedentes de ranavirose em rãs cativas nas regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil mas nenhum registro em ambiente natural. Nesse estudo seis ranários do estado de São Paulo e 2 da região Sul do Brasil foram submetidos a testes a fim de detectar a presença de FV3 e, para tal 235 animais divididos entre adultos e girinos foram submetidos a PCR convencional com três primers MCP1, MCP2 e MCPRV2. Das oito instalações duas foram Ranavírus positivas, uma ocorrência em forma assintomática e a outra em forma virulenta, ocasionando 90% de mortalidade no ranário. Ambos os ranários tiveram amostras encaminhadas para sequenciamento no método Sanger com posterior alinhamento no Bioedit e construção de filogenia por máxima verossimilhança no software IQ-tree por modelo de substituição TPM2+G4 com 1000 replicatas. A árvore confeccionada caracterizou as linhagens virais encontradas como FV3 e ambas se incorporaram ao clado das demais sequências já detectadas no Brasil. Os diferentes perfis infecciosos e o agrupamento de todas as sequências brasileiras indica que o vírus se estabeleceu no país e sofreu leves alterações genéticas conforme seu afastamento geográfico.

Palavras-chave: FV3, Anuros, Lithobates catesbeianus, Brasil, Infecção assintomática

 
ORGANIZAÇÃO DA COMUNIDADE DE PEIXES EM RIACHOS DE ÁGUA PRETA DE MATA ATLÂNTICA

ORGANIZAÇÃO DA COMUNIDADE DE PEIXES EM RIACHOS DE ÁGUA PRETA DE MATA ATLÂNTICA

 Autor: Marcelo Horikoshi Candido da Silva

Orientadora: Katharina Eichbaum Esteves

Data: 20.10.2017

Resumo:

Estudos em escala de mesohabitat são importantes para a compreensão da distribuição de organismos aquáticos, representando uma escala espacial relacionada à ecologia, estrutura e função do ecossistema. Para verificar a influência de três diferentes mesohabitats sobre a composição, estrutura e distribuição da ictiofauna em riachos de águas pretas de mata Atlântica, foram amostrados 14 riachos de águas pretas distribuídos em três sub-bacias da Baixada Santista e em uma do Litoral Norte do Estado de São Paulo. Os três mesohabitats foram classificados de acordo com o substrato (areia, folhiço e tronco), sendo realizada uma caracterização física dos habitats e coletados peixes com um equipamento de pesca elétrica em 41 mesohabitats, resultando na obtenção de 459 indivíduos e 15 espécies. A Análise de Componentes Principais (PCA) dos dados morfo-hidrológicos indicou semelhanças entre os mesohabitats, porém foi possível observar que os mesohabitats de folhiço estiveram associados a uma maior cobertura vegetal e profundidade. Além disso, a PCA realizada com os atributos da comunidade revelou que folhiço e troncos apresentaram maior densidade e biomassa de peixes, o que pode ser explicado pela maior complexidade estrutural, disponibilidade de alimentos e abrigos nestes ambientes. Mimagoniates microlepis foi a espécie mais abundante, apresentando ampla distribuição, enquanto que Astyanax taeniatus, Geophagus brasiliensis e Cyphocharax santacatarinae estiveram restritas ao mesohabitat de folhiço. Conclui-se que mesohabitats de riachos de águas pretas apresentam maior homogeneidade do que a verificada em riachos de águas claras de Mata Atlântica, o que se reflete em alguns atributos da ictiofauna. Todavia, ocorrem semelhanças com riachos de águas pretas da região Amazônica, onde o folhiço representa o local de maior densidade e biodiversidade íctica.

Palavras-chave: Mesohabitat; Folhiço; Troncos; Mata Atlântica; Ictiofauna; Complexidade Estrutural

 
CAPTURA DE TUVIRAS COM DIFERENTES APARELHOS DE PESCA

CAPTURA DE TUVIRAS COM DIFERENTES APARELHOS DE PESCA

Autora: Lilian Paula Faria Pereira

Orientadora: Profª Dra. Maria José Tavares Ranzani Paiva

Co-orientadora: Profª Dra. Paula Maria Gênova de Castro Campanha

Data:

Resumo:

A pesca da tuvira (Gymnotus spp.) é uma atividade de grande importância socioeconômica para pescadores de isca-viva e suas famílias, assim como para o abastecimento do comércio da pesca amadora. A atividade no Estado de São Paulo deixou de ser regulamentada, após publicação da Instrução Normativa nº 26 de 2009, devido ao fato da peneira não ter sido citada na norma, sendo o aparelho mais eficiente na captura desta espécie. Este trabalho tem como objetivo avaliar aparelhos de pesca na captura de tuviras, sendo uma rede de emalhar e duas peneiras com diferentes tamanhos de malhas, em dois períodos (outubro/2015 e março/2016) e em quatro áreas de pesca do Rio Jacaré-Guaçú, Ibitinga, SP. Ambas as peneiras se mostraram eficientes na captura, em relação à abundância e comprimento mínimo de captura estabelecido em norma para a espécie em questão. No entanto, a captura com peneira de malha maior (20 mm entre nós opostos) foi superior a da peneira de malha menor (7 mm x 5 mm). Assim, peneiras são aparelhos de pesca eficientes e seletivos na captura de tuviras. Além disso, peneira com malha maior é uma alternativa para pesca onde a atividade é regulamentada, pois evita a captura de organismos de pequeno porte.

Palavras-chave: gestão pesqueira, legislação, peixe elétrico, pesca artesanal, tecnologia de pesca

 
 
 
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