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Para subsidiar o trabalho de análise de metodologias e periodicidade de monitoramento de água em empreendimentos aquícolas, integrantes do Grupo de Trabalho Técnico (GT) instituído por meio de resolução conjunta das Secretarias de Agricultura e Abastecimento e do Meio Ambiente do Estado de São Paulo para avaliar a referida tarefa estiveram, entre os dias 22 e 23 de fevereiro, no litoral norte de São Paulo para conhecer de perto os cultivos de organismos aquáticos marinhos existentes na região.

O GT de Água, como é chamado, foi previsto no decreto 62.243 de 1º de novembro de 2016 e é formado por pesquisadores do Instituto de Pesca e da Apta Regional, especialistas em qualidade de água da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e do Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE) da Secretaria Estadual de Saneamento e Recursos Hídricos, além de representantes do setor produtivo indicados pela Associação de Piscicultores em Águas Paulistas e da União (PeixeSP).

De acordo com Luiz Marques da Silva Ayroza, diretor de departamento do Instituto de Pesca e coordenador do GT de Água, a visita realizada aos empreendimentos de maricultura teve como objetivo coletar informações sobre os diferentes tipos de cultivo de organismos aquáticos marinhos a fim de auxiliar no regramento da metodologia de avaliação e monitoramento dos parâmetros de qualidade de água que será elaborado pelo grupo.

“Como este Grupo de Trabalho é formado por profissionais de diferentes Secretarias, decidimos realizar a visita técnica para ampliar o horizonte de informações de todos. A ideia é que, vendo de perto o dia a dia dos produtores e também o funcionamento dos empreendimentos, possamos criar um regramento que garanta a qualidade ambiental sem inviabilizar a produção”, explica Ayroza.

O diretor do IP destaca que as regras precisam ser claras e levar em conta sua viabilidade de execução para que os custos não impactem negativamente o setor, resultando em alta de preços para o consumidor final, o que tiraria a competitividade dos produtos de maricultura nacionais frente aos de outros mercados.

“É necessário entender que os maricultores são os maiores interessados em manter a qualidade da água de seus empreendimentos, pois esta é determinante na entrega de um produto de qualidade, que garanta a saudabilidade do pescado”, pondera.

O secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, enfatiza que o ordenamento da atividade de aquicultura, que teve início com o decreto 62.243, promulgado pelo governador Geraldo Alckmin no final de 2016, é primordial para o desenvolvimento do setor aquícola paulista.

“O esforço que temos despendido ao longo de nossa gestão à frente da Secretaria de Agricultura é o de organizar o setor de aquicultura para que ele possa se desenvolver, gerar emprego e renda e garantir que a sociedade tenha acesso a um pescado de ótima qualidade. Sem um setor forte e organizado, o caminho para alcançar esse objetivo é muito mais difícil”, avalia o secretário.

Encontro com Associação

Na oportunidade, os membros do Grupo de Trabalho Técnico também se reuniram com representantes da Associação de Pescadores e Maricultores da Praia da Cocanha (MAPEC) e com Gladys Lima, da Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca do município de Caraguatatuba. A praia da Cocanha abriga a maior fazenda marinha de cultivo de mexilhões do Estado de São Paulo.

Durante o encontro, os participantes discutiram a viabilidade do monitoramento da qualidade de água e sedimentos no local e abordaram a necessidade de políticas públicas eficientes relativas ao saneamento básico da região, haja vista que a qualidade ambiental do entorno pode causar impactos indesejáveis no cultivo de moluscos bivalves.

Por Leonardo Chagas

Revisão Márcia Cipólli

 

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